Torneio Wimbledon

Nesses campos fomos campeões

Juvenis brasileiros, Novak Djokovic, Petra Kvitova, Roger Federer, Eugenie Bouchard, os melhores momentos de Wimbledon 2014

Por Arnaldo Grizzo em 28 de Julho de 2014 às 00:00

Torneio Wimbledon

Marcelo Zormann e Orlando Luz

Brasil!

Marcelo Zormann e Orlando Luz

Enquanto a Copa do Mundo de futebol rolava por aqui, acontecia o torneio Wimbledon. E se os brasileiros se decepcionaram com a participação da Seleção, nos gramados ingleses a história foi outra e dois garotos nos trouxeram alegria e colocaram seus nomes no seleto grupo de campeões do torneio. Marcelo Zormann e Orlando Luz, dois jovens que vêm se destacando nesta temporada, com excelentes campanhas, conquistaram o título de duplas do mais tradicional torneio do mundo. Mesmo tendo perdido cedo na chave de simples, os garotos seguiram firme nas duplas até vencerem, na final, os cabeças de chave número 1, o norte-americano Stefan Kozlov (vice-campeão em simples) e o russo Andrey Rublev, em uma partida emocionante com parciais de 6/4, 3/6 e 8/6, e pouco mais de duas horas de duração.

Assim, os jovens fizeram história, pois a última conquista brasileira na grama inglesa havia sido em 1966, com Maria Esther Bueno, também em duplas – porém em nível profissional. Apesar disso, Wimbledon vem sendo um torneio de bons resultados para os tenistas brasileiros nos últimos anos. No ano passado, Marcelo Melo e Ivan Dodig foram vice-campeões, assim como Bruno Soares e Lisa Raymond nas mistas.

A excelente campanha de Luz e Zormann só dá mais demonstrações de que nosso tênis juvenil tem muito potencial. Além deles, outros jovens como Luísa Stefani (que fez semifinal em duplas em Roland Garros), Letícia Vidal (quartas de final de duplas em Wimbledon), assim como João Menezes e Rafael Matos (também quadrifinalistas de duplas na Inglaterra), sem contar Beatriz Maia, são um grande alento.

Novak Djokovic

Novak Djokovic

Comeu grama

Zebra, nova geração, rei da grama? Nada disso. Novak Djokovic tem deixado bem claro que não está disposto a esmorecer em sua meta de ser o melhor do mundo e conquistar quantos títulos puder. Com o segundo troféu em Wimbledon, seu sétimo em Grand Slams, o sérvio prova mais uma vez sua forma impecável, tanto física quanto mental, o que lhe garante um lugar entre os melhores de todos os tempos. Em sua campanha, ele superou zebras como Marin Cilic, adversários perigosos como Jo-Wilfried Tsonga, revelações da nova geração como Grigor Dimitrov até culminar na final contra Roger Federer, que vinha tendo uma de suas melhores apresentações na grama londrina. Djoko não se abalou com a perda do primeiro set e tampouco com a chance de fechar a partida no quarto. Percebeu que “na longa distância” provavelmente prevaleceria sobre o suíço. Não deu outra. Chorou de emoção, comeu grama literalmente, recuperou o primeiro lugar do ranking e deu seu recado.

Petra Kvitova

Petra Kvitova

 

A diferença de 3 anos

Quando venceu Wimbledon em 2011, Petra Kvitova era uma das esperanças de renovação das caras do tênis feminino e também uma aposta para se tornar uma inconteste líder do ranking. Seus predicados eram bons: alta, canhota, destemida. Mas, como tudo no tênis, no fim, acaba dependendo da mente, a tcheca não foi capaz de aguentar a pressão de ser a nova estrela e, com o tempo, virou mais uma coadjuvante. Há três anos, sua caminhada rumo ao título do Aberto inglês foi dura, derrubando cabeças de chave em sequência até despachar, com autoridade, ninguém menos que Maria Sharapova na decisão. Em 2014, com tantas zebras, sua trajetória foi muito mais tranquila, com adversárias teoricamente mais frágeis, mas isso mostra o quanto sua mente evoluiu, sendo capaz de suportar a pressão de ser favorita novamente. Para conseguir isso, ela diz que não há segredo: “Trabalho todo dia”.

Oportunidade perdida?

Roger Federer

 

Aos 32 anos, parece que a janela de oportunidades vai se fechando cada vez mais diante de Roger Federer. Com 17 Grand Slams no bolso, sua estonteante performance em Wimbledon 2014 vislumbrava o 18o troféu. No entanto, seu sonho esbarrou no intransponível Djokovic. Seria esta sua última chance de vencer um Major? “Você não tem como saber. É totalmente impossível saber. Esse é o desapontamento que se tem depois de um resultado na Olimpíada, na Copa do Mundo, em Wimbledon, onde quer que seja. Você tem apenas que esperar e ver. Não há garantia de que você não vai estar nessa posição novamente ou não. Ou talvez haja muito mais para vir. É realmente impossível responder a essa questão”, disse o suíço, serenamente, depois da derrota. Realmente, não se tem como saber o que o destino nos reserva. Contudo, outra frase depois do jogo revela que ele conhece suas limitações: “Fico feliz de ter conseguido levar a partida para o quinto set”. Isso demonstra que ele não tem certeza de que, diante de adversários tão consistentes física e mentalmente, consegue suplantá-los. O que não deve ser fácil de admitir, especialmente para um tenista que já declarou, em outras épocas, que vencê-lo em melhor de três sets era uma coisa, mas, em melhor de cinco, a história era outra.

Eugenie Bouchard

 

Atriz de grandes palcos

Desde o começo do ano, os holofotes do circuito WTA se voltaram para Eugenie Bouchard, uma jovem de apenas 20 anos que surpreendeu o mundo e alcançou a semifinal do Australian Open com seu jogo poderoso e “sem medo de ser feliz”. Nos meses seguintes, a moça, porém, alternou bons e maus resultados. Normal devido à sua falta de experiência. No entanto, ela parece mesmo destinada aos grandes palcos. Em Roland Garros, fez semifinal novamente e, agora, em Wimbledon, teve uma campanha impecável até alcançar a final. No caminho, derrotou adversárias até mais temíveis do que Kvitova. Bastava manter a forma e ficar com o troféu. Não foi bem o que aconteceu. Ela sentiu a pressão e foi aniquilada pela tcheca, que – para desespero da canadense – esteve próxima da perfeição.
Resultado: 6/3 e 6/0 em menos de uma hora. Decepção para a plateia que queria ver mais tênis e também para Bouchard, que não previa esse desfecho. A derrota esmagadora, porém, não vai fazê-la esmorecer:
“Nunca quero estar satisfeita”.


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Artigo publicado nesta revista

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