Paraense Joaquim Almeida, de 24 anos, era o 28º alternate do qualifying e saiu com o troféu do ITF M15 de Vero Beach

O brasileiro Joaquim Almeida viveu a semana mais marcante da carreira ao conquistar o título do ITF M15 de Vero Beach, nos Estados Unidos, após entrar na chave principal sem ranking ATP e como 28º alternate do qualifying. O paraense de 24 anos salvou oito match points ao longo da campanha, venceu o ex-top 40 J.J. Wolf nas quartas de final e derrotou Alex Rybakov na decisão para levantar o maior troféu da carreira, coroando uma trajetória de anos de sacrifícios, trabalho e dedicação.
Joaquim Almeida, de 24 anos, viveu uma semana inesquecível no ITF M15 de Vero Beach, na Flórida, nos Estados Unidos. Ele foi para o torneio sem ranking ATP, como 28º alternate do qualifying, conseguiu entrar na chave principal e saiu com o maior título da carreira.
O paraense jogou tênis universitário nos Estados Unidos pelos Flames na Liberty University, no estado de Virgínia. No total, ele salvou oito match points em sete jogos na campanha e conseguiu uma grande vitória diante de J.J. Wolf, ex-top 40, nas quartas de final, por 0-6, 7-6(6) e 1-0 (desistência).
Na final, ele superou o cabeça de chave 1 do torneio, Alex Rybakov (342º do mundo), de virada, com parciais de 6-2, 1-6 e 6-3.
Para ele, o momento foi a consagração de uma trajetória de muitos desafios. Após mais de um década morando sozinho enquanto buscava seu sonho no tênis enquanto equilibra a carreira com um trabalho de meio período, foi um momento de consagração.
"Tudo valeu a pena para conquistar este título. Foram 11 anos vivendo sozinho, perseguindo um sonho que muitos disseram que eu era louco, lunático ou até pior. Só Deus esteve ao meu lado durante todo esse tempo. Minha família, meu pai, que acredita em mim mais do que eu mesmo. Não consigo agradecer o suficiente a todos: meus amigos, família, minha namorada, que me ama e me apoia tanto, meu pastor que está sempre ao meu lado, e o técnico, que acreditou em mim. Eu não teria conseguido vencer se não fosse Deus. Ele esteve comigo em cada partida, em todos os oito match points que salvei. Era como se dissesse: “você ainda não terminou”. Ainda não caiu a ficha", escreveu.
Com a campanha, Joaquim volta a ter um ranking ATP. Ele somou 15 pontos pelo título e se aproximou do top 1000.
Bruno da Silva
Publicado em 11/05/2026, às 20h39
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