Mental

Você tem medo de quê?

Tem medo de perder? Uma experiência recente mostrou que quanto mais você se preocupa com isso, mais está propenso a perder

Sian Beilock em 21 de Novembro de 2012 às 08:11

Ron C. Angle/TPL

Rafael Nadal é visto como um dos maiores tenistas de todos os tempos. Ex-número um, o espanhol venceu 11 Grand Slams juntamente com a medalha de ouro nas Olimpíadas de 2008. É fácil esquecer tudo isso se você testemunhou sua performance em Wimbledon deste ano. Nadal ficou aturdido na segunda rodada diante de Lukas Rosol, um tenista que era desconhecido para muita gente.

Essa derrota, uma das mais chocantes do tênis atual, deixou muitos fãs preocupados com o que estaria acontecendo. Ouvir Nadal falar depois da partida, contudo, explicou muita coisa. “Isso é o que acontece quando você joga contra um tenista que é capaz de bater na bola... sem pensar e sem sentir a pressão”, afirmou.

Rosol, número 100 do mundo na época, não esperava vencer. Nadal, por outro lado, poderia estar contando com a vitória antes de ela acontecer. E, quando o espanhol ficou atrás no placar, isso realmente colocou pressão. Quando acontece, quando tememos perder algo do qual já estamos quase certos, esse medo de falhar tende a trazer derrocadas no desempenho.

Uma vez que as pessoas começam a competir, a atividade em uma determinada área cerebral diminui proporcionalmente ao aumento do prêmio

PESQUISA

Recentemente, um grupo de neurocientistas mostrou o porquê. As pessoas jogavam um jogo virtual com bola – não muito diferente do tênis – por prêmios em dinheiro. Enquanto faziam isso, seus cérebros eram escaneados. Quando havia pouca quantia de dinheiro em jogo, digamos, poucos dólares, todos tinham uma boa performance na partida. Quando a recompensa era maior, cerca de 100 dólares, as pessoas pareciam perceber o que perderiam se fossem mal. E assim como Nadal, eles começaram a “pensar e sentir a pressão”.

Quando se contava aos voluntários a quantia em dinheiro que poderiam ganhar, uma área do cérebro – chamada ventral striatum –, que se focava na recompensa, aparecia. Quanto maior o prêmio, mais ativo o ventral striatum era, segundo o scanner cerebral.

Pesquisadores já sabiam que essa parte do cérebro fica excitada quando há possibilidade de uma recompensa, o que não é uma surpresa. Mas eis o ponto em que as descobertas se tornam interessantes: uma vez que as pessoas realmente começavam a competir, a atividade nessa área cerebral diminuía proporcionalmente ao aumento do prêmio. Essa região do cérebro que se concentra na recompensa desliga porque as pessoas parecem preocupadas com o que podem perder.

E quanto mais o ventral striatum ficava quieto, mais as pessoas travavam. Simples assim, ter medo de falhar fazia as pessoas estarem mais inclinadas a perder. Para tenistas profissionais como Nadal e Rosol, não há discussão de que potência, agilidade, velocidade e boa técnica são essenciais. Porém, quando esses atletas competem, pode ser a mente, tanto quanto o corpo, que determina o vencedor. O mesmo vale para os tenistas de fim de semana: nosso estado de espírito importa. Estado de espírito não é apenas um termo que os psicólogos gostam de soltar ao vento. Ele pode ser acionado para que nossas funções cerebrais nos guiem para o sucesso ou nos induzam ao fracasso. Resumindo, ter medo de falhar cria o fracasso.

From Tennis Magazine. Copyright 2012 by Miller Sports Group LLC. Distributed by Tribune Services


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