Entrevista coletiva

Bia Haddad Maia: Momento da carreira, pressão, US Open e próximos objetivos

Atual número 1 do Brasil também comentou sobre a lesão em Wimbledon


Crédito foto: Danielle Sampaulo/Itaú Personnalite 

Após uma longa gira na Europa, Beatriz Haddad Maia retornou ao Brasil e atendeu a imprensa nesta semana, em São Paulo, onde dividiu um pouco da sua experiência no circuito após fazer semifinal de Roland Garros, oitavas de Wimbledon e entrar no top 10 mundial.

A paulista comentou sobre estar estável dentro do top 15 da WTA: "Acho que a primeira coisa foi eu ter ficado saudável por três anos seguidos. Isso me permitiu poder treinar em alto nível e poder melhorar bastante o meu jogo. Conseguindo evoluir as coisas no dia a dia facilita executar na quadra. O trabalho físico e mental, a distribuição de calendário e o controle de carga para estar saudável e poder competir é um mérito meu e da minha equipe. E também a forma como comecei a jogar e a mentalidade que comecei a encarar o circuito, que é muito da parte do Rafa (Paciaroni, técnico) também, de ter objetivos concretos e alcançáveis."

Sobre pressão: "Acho que se eu fosse falar de pressão na minha carreira, me sentia muito mais pressionada quando estava voltando e joguei torneios W15 e W25, contra meninas de ranking mais alto e a gente não tinha nenhum conhecimento delas. Naquele momento, eu tinha muito mais pressão do que elas naquele nível para ganhar os jogos. Enquanto nos palcos grandes sempre encarei como algo gostoso. Estamos falando de sonhos, então é algo bom. Claro que sinto um frio na barriga, um nervosismo, mas eu realmente me sentia mais pressionada no passado."

Bia também comentou sobre a lesão nas oitavas de Wimbledon: "Foi num movimento muito simples, algo que faço muitas vezes ao dia e por vários anos, e nunca senti nada. Foi uma surpresa, senti uma dor muito forte e uma certa tristeza. Tive que dialogar comigo naqueles três minutos do atendimento da fisioterapeuta e refletir se aquilo ia me permitir jogar. Quando você está numa quadra central e contra uma jogadora de muita qualidade... não é só jogar. Você tem que estar em alto nível e possibilitada de fazer tudo. E aí quando comecei a andar e percebi que não estava nem 20%, 30% do que poderia me preocupei com a minha saúde. Dentro de mim, conversei comigo mesma, vi que não seria naquela vez e me retirei da partida. Foi triste, mas era o que eu tinha que fazer naquele momento. Já fui no médico, fiz exames, estou fazendo fisioterapia e já estou fazendo preparação física. Não irá afetar o meu calendário."

Sobre US Open e seus próximos objetivos no circuito: "O principal agora é brigar pelo WTA Finals. As primeiras já estão classificadas ou perto de classificar, mas o bolo ali das seis últimos está muito parelho. Em qualquer semana as coisas podem mudar muito, então acho que os principais objetivos do momento são esse do Finals e também voltar para o top 10. Meu objetivo no US Open vai ser o mesmo de todos os Grand Slams: chegar na segunda semana. Acho que a forma de como encontrei de ser justa comigo e de entender o meu potencial, e saber que as primeiras rodadas são as mais duras, porque ninguém quer voltar pra casa cedo, é muito importante."

Calendário de Bia Haddad Maia até o US Open:

07/08 - WTA 1000 de Montreal
14/08 - WTA 1000 de Cincinnati
21/08 - WTA 250 de Cleveland (a definir)
28/08 - US Open

Da redação

Publicado em 21 de Julho de 2023 às 19:00


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