Revista TÊNIS

Davis

Ao contrário de Vilas, Clerc rechaça a possibilidade de ser capitão

Outro grande nome da história do tênis argentino, Clerc critica Associação Argentina Tênis

José Eduardo Aguiar em 9 de Dezembro de 2008 às 08:53

Clerc atualmente é comentarista de tênis na televisão
Jose Luis Clerc foi um dos maiores nomes da história do tênis argentino. Em termos de ranking, ficou atrás apenas de Guillermo Vilas, considerado o maior de todos no país. Com o cargo de capitão da Copa Davis em aberto, Clerc foi questionado pela imprensa local sobre a possibilidade de assumi-lo, mas, ao contrário de Vilas, rechaçou essa possibilidade.

Muito crítico, afirmou que vê a Davis como um negócio na Argentina. Acredita que o país não tem a mesma visão que os espanhóis. "É lindo quando você é criança, imagina a torcida, as bandeiras. Mas quando você está ali é muito dinheiro envolvido, todos querem ser protagonistas", criticou Clerc.

O ex-número quatro do mundo aponta a questão financeira como um grande problema no tênis argentino. Para ele, quando se trata de dólares, as pessoas que cuidam do esporte no país costumam tomar decisões equivocadas. "Isso nunca vai mudar na história da Davis. É como em todos os negócios, um quer mais do que o outro".

Outro ponto que indignou o ex-tenista foi as críticas a Juan Martin Del Potro, melhor tenista do país no ranking mundial. "É claro que tinha que ir a Xangai. Qualquer jogador que tivesse essa possibilidade iria", disse Clerc a respeito da polêmica ida do jovem tenista para a disputa da Masters Cup, uma semana antes da final contra os espanhóis. "Eu pude dizer a meus filhos que joguei um Masters. É uma coisa muito importante e você não pode abrir mão".

Dono de 25 títulos ao longo da carreira, Clerc é um nome forte entre os torcedores argentinos para assumir a equipe da Copa Davis. Porém, aos 50 anos, negou qualquer possibilidade. "Não vou ter essa chance. Eu nunca vou ser capitão da Davis, por mais que fosse algo encantador estar com os mais jovens", declarou. O principal motivo apontado pelo ex-tenista é a relação com a Assossiação Argentina de Tênis, já que, pelas constantes críticas que faz, não é bem quisto na entidade. "Quem decide é a AAT. Sempre vai ser assim".


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