Conquistas históricas

Nadal, Bia Haddad Maia, Ostapenko... Como foi o fim de semana do tênis

As duas finais em Roland Garros e a brasileira no Challenger de Bol na Croácia

Por Rodrigo Soares em 12 de Junho de 2017 às 08:02

 
Um fim de semana rechado de tênis. Tudo começou no sábado com o jogo da brasileira 
Bia Haddad Maia. Ela era a favorita no confronto de semifinai ls do Challenger de Bol, contra a sérvia Aleksandra Krunic, número 124 do ranking da WTA. E a atuação de Bia na primeiro set endossava ainda mais esse favoritismo. Jogando bem, a catarinense venceu a primeira parcial por 6-1, quebrando o saque de Krunic no quarto e no sexto game.
 
Quando a vitória e a classificação para a final pareciam questão de tempo, a sérvia finalmente disse a que veio e quebrou o saque de Bia no segundo game.   As tenistas confirmaram seus serviços até que Bia Maia sacou em 2-5 para se manter viva no set.
O oitavo game foi inacreditável, com um incrível total de 19 pontos. Bia Maia teve quatro game points e Krunic teve três break e set points, confirmando finalmente a quebra e igualando o jogo em sets: 6-2 para a sérvia.
 
A derrota e o desgaste mental do último game do segundo set parece ter minado por completo as forças da brasileira. Bia Maia só conseguiu equilibrar as ações nos.
 terceiro e quarto games do set, mas ainda assim tomou um 6-0 na terceira parcial e se despediu da Croácia com uma bela campanha.          
 

Fina feminina RG              

 
No mesmo dia, Jelena Ostapenko e Simona Halep, de uniformes iguais, enfrentaram-se em um confronto histórico na final de Roland Garros. Em quadra, porém, de semelhante apenas a roupa com a qual as jogadoras disputaram sua primeira final de Grand Slam na carreira.
 
 
A romena Halep tem um jogo mais conservador, tentando passar a bola para o outro lado com eficiência e sem cometer erros. Já a letã Jelena Ostapenko honra seu apelido de "Tsunami", com seus golpes sempre ousados, cheios de top spin e que normalmente passam triscando a rede. Nesse duelo de estilos, a prudência venceu o risco. No primeiro set, os diversos erros de backhand de Ostapenko acabaram decretando a sua derrota. Foram 23 erros não-forçados da número 47 do mundo, contra apenas dois da romena. Halep venceu o set fazendo apenas 1 winner, contra 14 de Ostapenko. Após duas quebras de saque para cada lado, a letã sacava em 4-5 para se manter no set. Porém seus erros acabaram tirando a chance da jogadora, que praticamente entregou o set à Halep. 
 
O segundo set começou com Halep salvando três breakpoints e confirmando o seu serviço. A romena quebrou o saque de Ostapenko e confirmou o seu serviço para abrir 3-0. A brava letã não se deu por vencida e virou o set para 4-3, quebrando a romena duas vezes, com suas bombas de fundo de quadra.
 
A juventude e a volúpia de Ostapenko às vezes cobram um preço. A letã sacou em 4-3, mas foi inconsistente e abriu a porta para Halep quebrar seu serviço. A romena, porém, sacou mal no game seguinte e, com dois erros não-forçados, devolveu a gentileza para Ostapenko. Sacando em 5-4 estava na hora da "Pequena Tsunami" se impor e foi o que ela fez. Sem grandes problemas, a campeã juvenil de Wimbledon em 2014 confirmou seu serviço e fechou o set em 6-4.
 
O terceiro set começou com as duas jogadoras confirmando seus serviços, mesmo com Ostapenko com dois breakpoints logo no primeiro game do set. A romena Halep se salvou e, no quarto game, quebrou de maneira tranquila o saque de Ostapenko, fazendo 3-1. 
Como uma guerreira, porém, Ostapenko voltou a mostrar incrível poder de recuperação e quebrou de volta o saque da rival no quinto game e também no sétimo game, em uma bola de muita sorte. Com 4-3 à frente e o saque, a vitória estava cada vez mais próxima da letã. Ostapenko confirmou seu saque e ficou a um game do título histórico.  Halep não conseguiu mais voltar para o jogo e a letã Ostapenko entrou para a história, vencendo seu primeiro título da WTA. Duas horas e dois milhões de euros mais rica, Ostapenko pôde finalmente comemorar esse feito antes inimaginável.                        
 

Nadal e seu décimo título 

 
Na final masculina, Rafael Nadal venceu com autoridade Wawrinka e conquista pela décima vez Roland Garros. O espanhol ganhou seu 15° Grand Slam sem perder sets e ultrapassa Pete Sampras em vitórias de Majors. O jogo foi arrasador. 
 
 
O que movia Rafael Nadal quando chegou para disputar o Torneio de Roland Garros? Nove títulos já conquistados no saibro francês, rico e reconhecido como o maior jogador em quadras lentas de todos os tempos, o maiorquino de 31 anos pareceu nessas duas semanas de torneio um debutante em Paris, com fome e sangue nos olhos. Poucas vezes se viu tamanha determinação em destruir logo os adversários, em resolver rapidamente as partidas, em descansar e preparar a mente para o próximo desafio. E a final de hoje foi apenas mais uma formalidade para que o Toro Miúra entrasse sozinho para a eternidade como o único ser humano a vencer um mesmo Grand Slam por dez vezes.
 
No primeiro set, as ações começaram equilibradas. Nadal começou sacando e não deu chances ao suíço, vencendo o game a zero. Wawrinka também não teve problemas em confirmar seu primeiro serviço. No terceiro game, Wawrinka teve um break point, mas não conseguiu confirmar a quebra. O quarto game foi longo e muito disputado. Dezessete pontos, oito minutos e quatro breakpoints contra depois, o suíço se salvou e empatou a série. Esse foi o último suspiro de equilíbrio no primeiro set.
 
O que se viu na quadra Philippe Chatrier depois disso foi um Rafael Nadal beirando a perfeição, não errando absolutamente nada e fazendo o excelente Wawrinka, pouco a pouco, tornar-se um frustrado jogador amador. O Toro Miúra quebrou o saque de Stan no sexto game e depois no oitavo game, fechando a primeira parcial em 6-2. Nas 193 ocasiões anteriores em que ganhara o primeiro set em Majors, Nadal só havia perdido em quatro ocasiões.
 
O segundo set começou como acabou o primeiro. Nadal perfeito e Wawrinka não achando respostas às bolas altas e anguladas do maior vencedor de Roland Garros em todos os tempos. Nadal confirmou seu primeiro serviço e depois quebrou o saque de Stan a zero. Depois de mais uma confirmação, Rafa já tinha 3-0 e nem mesmo o seu adversário acreditava que poderia impedir sua "La Décima". Wawrinka, então, começou a jogar mais em seu estilo agressivo. O número 3 do Mundo variou seu jogo, com subidas à rede e mais golpes na paralela. Stan confirmou finalmente um game, e ainda tentou equilibrar as ações no quinto game, mas Nadal confirmou de novo seu saque, abrindo 4-1. E assim foi a toada até o fim do segundo set, com ambos tenistas confirmando seus respectivos serviços sem grandes sustos. Melhor para Rafael Nadal que, com muita autoridade, sacou em 6-3 e abriu 2 sets a 0. 
 
No terceiro set a superioridade da "Canhota de Ouro" foi ainda mais flagrante. Nadal quebrou um incrédulo Wawrinka logo no primeiro game. O suíço, que de tão irritado tentou comer a bola, não jogava mal, ele simplesmente não conseguia jogar. O máximo que o campeão do Aberto da França de 2015 conseguiu foi confirmar seu serviço no terceiro game. Depois, Nadal decidiu que era a hora de resolver logo a parada, quebrando Wawrinka no quinto e no último game do jogo. Depois de um ponto bem disputado, Nadal disparou mais um forhand "daqueles" e Wawrinka não teve resposta de slice. Como sempre, a lenda Rafa Nadal se atirou ao saibro sagrado de Roland Garros e celebrou emocionado esse momento histórico. 
 
O decacampeão com alma de juvenil, que já fazia parte do hall dos maiores, agora se torna o segundo maior de todos os tempos em títulos de Majors. Federer tem 18, Nadal tem 15. Será que o espanhol tem joelhos para ultrapassar o Mago ? A próxima parada dessa disputa pode ser no mês que vem, na grama histórica do All England Club.

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