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Novak Djokovic: Confira 5 grandes momentos do sérvio em 2018

Tenista de 31 anos passou por um primeiro semestre ruim antes de retornar com toda sua força para o topo do ranking

Da redação em 5 de Dezembro de 2018 às 19:19

Foto: AELTC/Karwai Tang

O sérvio Novak Djokovic passou altos e baixos em 2018. Lesionado em boa parte do segundo semestre de 2017, ele não conseguiu encontrar o melhor ritmo nos primeiros meses deste ano, com direito a um retrospecto de 6 vitórias e 6 derrotas nas doze primeiras partidas. Inconstante, ele chegou a despencar para a 22ª colocação em junho, sua pior posição em 11 anos.

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Na parte final da temporada, entretanto, ele se recuperou de forma assustadora para seus adversários. Se o seu nível de tênis não convencia antes, agora ele estava em uma forma digna de seus melhores anos. Com 35 vitórias em 38 duelos, ele faturou 5 troféus, incluindo dois Majors e dois Masters 1000 e encerrou o ano no topo do circuito.

Na terceira parte do especial da Revista Tênis sobre o 2018 dos principais nomes do circuito, relembre os cinco melhores momentos de Novak Djokovic na temporada.

Campanha dos sonhos em Wimbledon

Foto: Divulgação/Wimbledon

Apenas décimo segundo cabeça de chave no começo do torneio disputado na grama sagrada, Djokovic entrou sem a pressão de conquistar o título no All England Club. Mesmo com a campanha de vice-campeonato em Queen's, o sérvio ainda não apresentava confiança suficiente para faturar um Grand Slam.

Os resultados, entretanto, foram surgindo um após o outro. Com vitórias consecutivas sobre nomes mais experientes do circuito, como Tennys Sandgren e Horacio Zeballos, ele foi criando uma 'casca' importante. Esta resiliência conquistada o ajudou a eliminar jovens valores do circuito como Kyle Edmund e Karen Khachanov e assim chegar embalado para as quartas de final.

Nesta etapa, Nole duelou com seu antigo freguês Kei Nishikori, precisando de quatro sets (6/3, 3/6, 6/3 e 6/2) para selar a classificação. Confirmado na semi, ele batalhou então com o então líder do ranking, o espanhol Rafael Nadal, e protagonizou uma das maiores partidas do ano por nada menos que 5h15. O acirrado duelo, encerrado com parciais de 6/4, 3/6, 7/6 (11-9), 3/6 e 10/8, o fez recuperar toda a confiança que precisava. Novak Djokovic estava de volta, mais letal do que nunca.

Relembre o confronto:

Com um duelo tranquilo sobre o desgastado Kevin Anderson - que fez um extenso duelo com John Isner na outra semi - ele ficou com o título em Londres depois de marcar 6/2, 6/2 e 7/6 (7-3).

O Golden Masters em Cincinnati

Derrotado nas oitavas em Toronto, Nole ainda era o décimo do ranking antes da disputa no Masters de Cincinnati. Durante a dura campanha, ele precisou  sofrer para derrotar nomes como Steve Johnson (6/4 e 7/6 (7-4)) e Adrian Mannarino (4/6, 6/2 e 6/1)) nas fases iniciais.

As dificuldades só aumentaram a partir das oitavas, quando enfrentou em sequência três ex-top 3. O primeiro a ser vencido foi o búlgaro Grigor Dimitrov, que até saiu na frente, mas caiu após Djoko marcar 2/6, 6/3 e 6/4. Depois, os oponentes foram os grandes sacadores Milos Raonic e Marin Cilic, derrotados com parciais de 7/5, 4/6 e 6/3 e 6/4, 3/6 e 6/3.

Foto: Divulgação/ATP Tour

Na decisão, o adversário era ainda mais conceituado. Seu adversário histórico, o número #2 do mundo Roger Federer buscava o troféu com todas suas forças. Djokovic, por seu lado, sonhava com Golden Masters, feito inédito, mas reservado aos tenistas que conquistassem o troféu em todos os torneios da chamada Masters Series. Com uma atuação de respeito, Nole neutralizou Roger e fez história mais uma vez.

US Open e o 14º Grand Slam

Com o título em Cincinnati garantido, Nole mirou em US Open seu novo objetivo. O sonho quase ficou para trás nas duas duras primeiras rodadas, mas apesar de perder um set, ele fez valer sua superioridade e bateu Marton Fucsovics e Tennys Sandgren por 3 sets a 1.

A vontade em quadra, Djokovic bateu depois o francês Richard Gasquet (6/2, 6/3 e 6/3) e o português João Sousa (6/3, 6/4 e 6/3) e avançou novamente às quartas. O duelo poderia ser histórico se o destino posse a prova mais uma partida contra Federer, mas o suíço sucumbiu ao calor e ao bom desempenho do australiano John Millman. Assim, era a vez de Novak duelar com o algoz de Roger. Firme do início ao fim, o natural de Belgrado marcou 6/3, 6/4 e 6/4 e garantiu a vaga na semi.

Foto: USTA/Darren Carroll

De olho na decisão, o então sexto melhor jogador do circuito voltou a duelar com Nishikori. Fazendo valer a sua superioridade, ele anotou parciais de 6/3, 6/4 e 6/2 e avançou à decisão. Na final, seu oponente pelo 14º título de Slam era ninguém menos que Juan Martin del Potro, terceiro melhor tenista do planeta àquela altura. Com boa atuação, ele controlou as iniciativas do adversário e fez 6/3, 7/6 (7-4) e 6/3 para ficar com o troféu em Nova York.

Paris: número #1 e jogaço contra Federer

Se a impressionante recuperação parecia bela após mais um título, dessa vez em Xangai sobre Borna Coric, o Masters 1000 de Paris guardou ainda belos capítulos para o 2018 de Nole. Com a desistência de Nadal do torneio por conta de uma lesão no abdômen, Djokovic confirmou o retorno ao topo do circuito. Era a volta de alguém que penou até reencontrar o equilíbrio perfeito em sua mente, no físico e na técnica.

Foto: Corinne Dubreuil-C.Lecocq/FFT

Mas as emoções não pararam por aí. O novo número #1 bateu Cilic nas quartas e avançou à semi, onde encontrou novamente Federer. Em uma das melhores partidas do ano, Nole começou bem, quase levou a virada e conquistou o triunfo de forma emocionante, com o placar final de 7/6 (8-6), 5/7 e 7/6 (7-3). Apesar da derrota na decisão para o russo Karen Khachanov, ele tinha motivos de sobra para comemorar, pois já na segunda-feira seguinte voltaria a aparecer na liderança do circuito.

Finals: melhor da temporada e vice-campeonato

O capítulo final da temporada de Nole se iniciou dias antes da disputa do Nitto ATP Finals, em Londres. Com a nova desistência de Nadal, ele se confirmou como melhor tenista da temporada, feito alcançado por ele pela 5ª vez.

Foto: Divulgação/ATP Tour

No torneio, ele não teve dificuldades para bater seus três primeiros adversários (John Isner, Alexander Zverev e Marin Cilic) e assim tomar a liderança do Grupo Guga Kuerten. Com um duplo 6/2 na semi sobre Kevin Anderson, ele foi à decisão do torneio, mas acabou derrotado por Zverev em um bom duelo encerrado com parciais de 6/4 e 6/3.


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