Ex-líder, Henin admite: "Vencer um Grand Slam vale mais do que ser número um"

Dona de sete Majors cutucou jogadoras que chegaram à liderança, mas sem grandes eventos; para belga, títulos representam mais em suas carreiras

Da redação em 17 de Janeiro de 2011 às 14:37

Henin teve trabalho na estreia do Australian Open diante de indiana
Defendendo o vice-campeonato de 2010, a belga Justine Henin teve mais trabalho do que o esperado, mas conseguiu passar para a segunda rodada em Melbourne. A experiente jogadora de 29 anos precisou de muita paciência e superação para derrotar a qualifier indiana Sania Mirza em três sets na manhã desta segunda-feira (horário de Brasília) e seguir na chave feminina do primeiro Major de 2011.

Após a sofrida vitória na estreia, Henin confessou que não estava em seu melhor dia, porém ficou satisfeita com o controle emocional que manteve ao longo da partida. "Essa noite não foi fácil, tive que lutar muito. Eu não estava jogando meu melhor tênis, cometi muitos erros, foi complicado encontrar meu ritmo. Mas nesse tipo de situação você precisa manter a calma, e foi isso que eu fiz", afirmou a dona de sete títulos de Grand Slam na carreira.

Na opinião de belga, títulos em Majors têm mais valor do que ser líder do ranking
Ex-número um do mundo, Henin viu três jogadoras - Jelena Jankovic, Dinara Safina e Caroline Wozniacki - chegando à liderança do tênis feminino nos últimos três anos sem nunca terem vencido um torneio Grand Slam. Questionada a respeito do assunto, a tetracampeã de Roland Garros admitiu que, para ela, os troféus nos maiores eventos do mundo são o que mais importam a jogadora. "Não é uma coisa fácil (aceitar o ranking no lugar dos títulos). É claro que se você quer ser a número um, precisa vencer os Grand Slams. Eu acho que, no futuro, o que mais vou me recordar da minha carreira são meus títulos de Grand Slam, e não a posição que já ocupei no ranking. Os títulos é que dão as emoções. É claro que elas foram consistentes durante o ano para chegar ao topo, mas espero que um dia elas possam ganhar um Major, aí sim vão sentir a diferença. Vencer um Grand Slam, duas semanas, sete partidas, não é algo fácil. Eu acho que isso é o mais importante", opinou a belga.

Atualmente na 13ª posição no ranking da WTA e com 100% de aproveitamento em partidas de simples nesta temporada, Henin tem encontro marcado diante da britânica Elena Baltacha na próxima quarta-feira. Cabeça-de-chave número 11, a belga já se prepara para grandes confrontos a partir da terceira rodada. Se avançar em Melbourne, poderia encontrar a russa Svetlana Kuznetsova e, logo depois, a italiana Francesca Schiavone, sexta favorita no torneio.

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