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"NUNCA ME OFERECERAM UM BOM NEGÓCIO"

Tsitsipas afirma que ainda não jogou na América do Sul por conta do dinheiro

Em entrevista à Clay Magazine, ex-top 3, que tem grandes resultados no saibro, afirmou que torneios em outras partes do mundo pagam melhores cachês


Stefanos Tsitsipas em ação no Masters 1000 de Monte Carlo, em Mônaco
Stefanos Tsitsipas já jogou final de Roland Garros e tem 13 finais no saibro - Corinne Dubreuil/ATP

A possível mudança de piso do Rio Open está ligada à dificuldade do Golden Swing em competir com torneios de maior poder financeiro, como os ATP 500 de Doha e Dubai, que oferecem cachês mais altos mesmo com a mesma pontuação no ranking. Em entrevista à Clay Magazine, o grego Stefanos Tsitsipas afirmou que nunca jogou torneios ATP na América do Sul por falta de propostas financeiras atrativas, destacando que as garantias econômicas pesam na escolha do calendário, apesar do desejo de atuar no continente. Segundo ele, o Oriente Médio e a gira europeia oferecem melhores incentivos, o que explica sua opção por disputar torneios como Roterdã, Doha e Dubai, onde somou três vitórias e três derrotas na atual temporada.

A discussão sobre a mudança de piso do Rio Open vem de longa data, mas, além disso, o maior torneio da América do Sul e os outros do Golden Swing, tem uma concorrência de torneios com dinheiro quase ilimitado, que, apesar de concederem o mesmo número de pontos no ranking, oferecem cachês de participação maiores, como os ATP 500 de Doha e Dubai.

Stefanos Tsitsipas, ex-número 3 do mundo, tem 13 finais no saibro e uma final de Roland Garros no currículo, mas nunca jogou torneios ATP na América do Sul.

Em entrevista à Clay Magazine, o grego admitiu que tem vontade de vir ao continente, mas que o dinheiro acaba pesando.

"Nunca recebi boas ofertas para ir para lá. Quando a diferença de dinheiro é grande, você não tem outra opção a não ser escolher o que sustenta a sua carreira", diz o grego, que é o 11º jogador que mais recebeu premiação na história do tênis masculino -- mais de 36 milhões de dólares.

A premiação do torneio em sim, porém, não é o que faz a diferença. "Serei direto e honesto: do ponto de vista financeiro, é compreensível que eu escolha outros destinos. Todos os torneios escolhem torneio baseados nessas garantias. É assim que o tênis funciona".

Segundo o grego, o Oriente Médio sempre foi melhor em relação aos cachês. "A América do Sul nunca ofereceu um acordo bom para eu realmente considerar. Existe a paixão na América do Sul que às vezes eu deixo de lado, eu adoraria jogar lá. É o meu sonho visitar e eu ouvi coisas incríveis. A gira europeia também me deu grandes incentivos financeiros. Isso faz a diferença".

Nos três torneios que disputou durante o Golden Swing, os ATP 500 de Roterdã, Doha e Dubai, Tsitsipas conquistou três vitórias e três derrotas.

Bruno da Silva
Publicado em 26/02/2026, às 10h12


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