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Pro Stock: o segredo por trás das raquetes que os profissionais usam

Entre os profissionais, cada detalhe é importante


Raquetes Pro Stock

As raquetes pro stock representam o mais alto nível de personalização no tênis profissional, combinando moldes exclusivos, materiais premium e ajustes precisos de peso, balanço e sensibilidade para atender às exigências dos atletas de elite. Diferentemente dos modelos de varejo, essas raquetes mantêm consistência rigorosa e frequentemente utilizam estruturas antigas adaptadas, identificadas por códigos internos como PT57A e H22. Antes restritas ao circuito, passaram a ganhar espaço entre entusiastas e jogadores avançados por meio de lojas especializadas, oferecendo uma experiência única de customização que prioriza desempenho, controle e sensação no impacto.

Cada grama importa. No tênis de alto rendimento, cada detalhe mínimo faz diferença. E os tenistas sabem disso. Se a bolinha usada, a tensão das cordas, a aspereza do piso, o horário do jogo etc., influenciam, certamente o que mais impacta para o jogador é a sua raquete. Cinco gramas a mais ou a menos, equilíbrio voltado para a cabeça ou cabo, tamanho da cabeça e a aerodinâmica, cada tenista tem a sua configuração específica.

Depois que começam a jogar em alto nível, os tenistas raramente trocam de raquete. Mesmo com as marcas atualizando os modelos com o passar dos anos? Sim, por trás daquela pintura nova, muitas vezes há uma raquete com história própria: um molde muitas vezes antigo, um código, um ajuste personalizado, em alguns casos, o desenvolvimento de um molde novo específico para o jogador etc.

São as chamadas raquetes pro stock, produzidas em fábricas dedicadas (como na fábrica da Head em Kennelbach) ou preparadas nas salas de customização nos bastidores do tênis profissional, onde cada detalhe – peso, swingweight (balanço), materiais etc. – é calibrado com precisão obsessiva.

No tênis de elite, a sensação no impacto é crucial. Jogadores treinam seus golpes com milhões de repetições e dependem da consistência do equipamento. Uma variação de poucos gramas ou um leve deslocamento do balanço de peso pode afetar o timing de um backhand ou a profundidade de uma devolução. Por isso, muitos atletas permanecem fiéis ao mesmo molde por grande parte da carreira – nem sempre o modelo “novo” do ano, mas aquele com o qual construíram suas vitórias.

Talvez você não tenha reparado, mas há códigos internos gravados no hairpin sob o pallet ou espuma de PU (como PT57A, H22 ou outros). Eles apontam para moldes específicos, muitas vezes herdados de gerações anteriores ou desenvolvidos nos departamentos técnicos das marcas. Eles não aparecem nos materiais promocionais, mas circulam em fóruns, entre encordoadores e agora até em lojas especializadas.

Acesso

Esse “mercado paralelo” nem sempre foi acessível ao público em geral. Raquetes pro stock não eram vendidas em lojas convencionais; durante décadas circulavam exclusivamente entre jogadores profissionais, técnicos e pessoas que tinham acesso direto aos bastidores do circuito. Nos últimos anos, porém, esse cenário começou a mudar, em grande parte graças ao surgimento de lojas especializadas.

Um dos exemplos mais conhecidos é o site ProStock Tennis, criado pelo entusiasta holandês Sjoerd, em Groningen, nos Países Baixos. Fundada em 2013, a plataforma nasceu da obsessão do próprio fundador por raquetes usadas no circuito e pela curiosidade de entender o que realmente havia nas mãos dos profissionais. Com o tempo, essa paixão se transformou em um pequeno negócio online que passou a reunir e revender modelos raros, pro stock e raquetes fora de catálogo para jogadores e colecionadores ao redor do mundo.

A proposta do site é justamente atuar como um ponto de encontro para esse nicho: um mercado global que conecta colecionadores, encordoadores e insiders do tênis em busca de moldes específicos ou frames difíceis de encontrar. A loja reúne desde pro stocks modernos até modelos clássicos descontinuados, muitos deles ligados a histórias e jogadores que marcaram diferentes épocas do esporte.

Com o crescimento desse tipo de plataforma, e também de importadores especializados, aquilo que durante décadas foi um segredo quase restrito aos bastidores do circuito passou a circular entre jogadores avançados e apaixonados por equipamento, chegando ao Brasil.

Há cerca de um ano, por exemplo, nasceu aqui a Labz Pro Stock, um destino online onde entusiastas podem encontrar tanto raquetes novas quanto usadas, modelos raros e exclusivos que são entregues customizadas nas especificações solicitadas pelos clientes, incluindo moldes e paint jobs inspirados nos usados no tour.

“A Labz nasceu de um hobby em comum entre os sócios (que são tenistas amadores), com o propósito de entregar o que há de melhor em matéria de equipamento para nossos clientes. Além disso, produzimos conteúdo educativo técnico no formato de clínicas, reviews de modelos de raquete, entre outros, para ampliar o nicho de entusiastas, que hoje ainda é restrito. A venda da raquete é apenas parte do negócio, entregamos também um trabalho amplo de consultoria e customização personalizada para cada um de nossos clientes”, aponta Ricardo Quartarolo, um dos sócios da Labz, que há cerca de oito anos se entusiasmou com o assunto por meio de fóruns internacionais de tenistas na internet.

Mas qual a diferença?

Reconhecer uma raquete pro stock exige observar alguns sinais. O primeiro indício costuma estar nos códigos internos. Fabricantes como Head, Wilson e Babolat usam códigos gravados no interior do aro ou no hairpin (a parte de grafite dentro do cabo). Na Head, por exemplo, aparecem códigos como PT, TGT, TGK, que indicam moldes ou construções específicas do departamento profissional; na Wilson surgem códigos como H22, H19, entre outros. Esses códigos não aparecem em raquetes de varejo comuns.

Outro sinal importante está no cabo e no aro. Muitas pro stock têm silicone injetado dentro do cabo para ajustar peso e absorção de vibração, algo que não é padrão em modelos de loja. Alguns modelos possuem o aro preenchido por espuma injetada, com o intuito de melhorar a sensibilidade e reduzir vibração. Quando o butt cap é removido, frequentemente é possível ver silicone, espuma ou chumbo interno. Além disso, o sistema de pallets (as duas peças que formam o formato do cabo, muito comum na Head) pode ter marcas de produção diferentes das versões comerciais, às vezes com numeração manual ou acabamento menos “industrial”.

Também é comum encontrar chumbo sob o bumper ou em posições pouco visíveis, aplicado na etapa de customização. Em raquetes de varejo, o chumbo normalmente é colocado externamente pelo próprio usuário; em pro stock, ele pode estar embutido sob o protetor ou dentro do cabo, caso deseje alcançar um equilíbrio mais voltado para o cabo.

A consistência de especificações é outro indicativo. Profissionais recebem várias raquetes com peso e swingweight praticamente idênticos. Quando alguém mede um lote verdadeiro de pro stock, a variação costuma ser mínima, às vezes de apenas 1 ou 2 gramas, algo raro em raquetes de prateleira sem matching.

A pintura (paint job) também dá pistas. Muitas vezes o acabamento da pintura não corresponde ao modelo com a mesma pintura vendida em loja e é comum encontrar o acabamento gloss ou matte (brilhante ou fosco) nas pro stock. Muitas parecem um modelo atual, mas detalhes como o formato do aro, a largura do feixe ou o padrão de furos podem não coincidir exatamente com o modelo de loja que a pintura imita. Quem está acostumado a observar moldes percebe pequenas diferenças na geometria.

Outro aspecto é a ausência de elementos típicos do varejo. Raquetes de loja normalmente têm adesivos de especificações, código de barras, QR code ou etiquetas padronizadas; pro stock geralmente não trazem isso, ou apresentam apenas etiquetas internas de controle do departamento profissional, às vezes com números escritos à mão ou códigos de matching.

Por que usar uma pro stock?

Ter acesso a uma pro stock não significa, automaticamente, jogar como um profissional. Não existe um “segredo mágico” de materiais ocultos ou tecnologia inacessível: muitas dessas raquetes começam como moldes comuns, mas com tolerâncias de produção mais rigorosas e customizações profundas. Os materiais utilizados na fabricação também costumam ser o que há de melhor disponível para as marcas, com adição de fibras muitas vezes caras demais para se tornarem viáveis economicamente em produções de larga escala (por exemplo, o uso do Twaron). A vantagem real está na consistência e personalização extrema: poucas unidades com medidas idênticas.

Apesar do fascínio que cerca essas raquetes, uma pro stock não é necessariamente a melhor escolha para qualquer jogador. Elas, obviamente, podem fazer mais sentido para jogadores de alto nível competitivo, mas, ao contrário do que se imagina, “também podem melhorar o desempenho técnico de qualquer nível de tenista, desde que respeitados os parâmetros adequados a cada nível de jogador”.

“Desde que não esteja pré-customizada para um profissional, é possível trabalhar com as especificações, inclusive abaixo das encontradas em raquetes de varejo, oferecendo também uma maior versatilidade. Uma Head Pro Stock em estado nova e stock vem com peso na faixa de 280 gramas pronta e encordoada, algo impossível de encontrar no varejo, exceto para raquetes juvenis”, aponta Quartarolo.

“O que torna a raquete exigente é o fato dela ter sido customizada previamente para um profissional, com preparo físico e técnica totalmente diferentes de um amador. Muito importante fazer essa ressalva, esse é um dos principais paradigmas que tentamos quebrar toda vez que falamos sobre o tema”, conclui.

“Tenho 63 anos e voltei a disputar torneios em 2021. Sempre gostei de raquete – jogava com modelos de varejo até conhecer as pro stock. O primeiro contato foi com um amigo do clube, que tinha algumas, e me chamou a atenção de imediato a pintura gloss, brilhante, muito diferente do que eu estava acostumado. Resolvi adquirir duas: uma Blade 98 e uma H22 com paint job de Blade. O que mais me impressionou foi a estabilidade. Tenho backhand de uma mão, e uma mão só exige uma raquete muito estável – qualquer vibração extra complica o golpe. Essas raquetes não vibram, são ótimas no voleio e sólidas nas trocas de fundo. É uma raquete mais exigente, claro, mas com preparo físico adequado dá para jogar muito bem – e eu jogo vários dias na semana. Tinha ouvido falar que raquete pro stock é para jogador pro, avançado, mas um intermediário com uma boa técnica, um bom preparo físico, consegue jogar também tranquilamente. Usei em todos os torneios desde então e não pretendo mudar. Pelo contrário, pretendo adquirir mais”, diz Eduardo Luiz Fernandes, que joga no Clube Mesc de São Bernardo do Campo, SP.

Mas para Leonardo Mateus Gonçalves, de 31 anos, que chegou a jogar tênis competitivamente, as pro stock são essenciais: “Tenho 31 anos e comecei a jogar em 2008. Passei por vários modelos de varejo – Pure Drive, Blade 93 18x20, Pro Staff – até que alguém me falou de pro stock. Fui atrás e peguei ‘no escuro’ quatro raquetes da coleção pessoal do Grigor Dimitrov. Gostei tanto que comprei mais três, fiquei com sete e joguei com elas durante três anos. Recentemente adquiri mais seis da coleção dele – a última que está usando no circuito. A maior virada de chave em relação à retail foi o feeling no impacto. A raquete de varejo parece ‘xoxa’ perto da pro stock, que tem uma sensibilidade e uma estabilidade completamente diferentes. Eu competia em nível avançado até 2019, treinava duas sessões por dia, e percebo que, para quem joga mais agressivo, com swing mais longo e técnica aprimorada, não tem como voltar para o varejo.”

Personalizadas

Embora seja comum associar essas raquetes a pesos muito altos, as pro stocks pré-customização geralmente têm um peso e swingweight menores que raquetes de varejo. Na verdade, muitas delas saem da fábrica com peso relativamente baixo, justamente para permitir que técnicos e jogadores façam a customização depois. Em vários casos, o frame chega para pré-customização com peso próximo de 280 g a 305 g, praticamente igual ao de muitas raquetes comerciais. A diferença é que essa armação foi produzida com tolerâncias muito mais precisas e pensada para ser customizada posteriormente.

Isso acontece porque, no circuito, o peso final raramente vem de fábrica. Ele é construído gradualmente, com recursos como silicone no cabo, chumbo sob o bumper e/ou cabo. Assim, o técnico consegue chegar exatamente às especificações desejadas pelo jogador.

Por esse motivo, uma pro stock também pode ser configurada para amadores, especialmente se o objetivo for manter um peso final próximo ao de uma raquete de linha, algo entre 305 g e 320 g encordoada, por exemplo. Alguns jogadores avançados preferem justamente essa abordagem: partir de uma base pro stock e montar a raquete de acordo com suas próprias medidas.

“Comecei a jogar tênis amador aos 14 anos e interrompi a prática do esporte após uma fratura no pé. Aos 40 anos, retomei essa paixão e hoje, aos 44, participo de competições amadoras e do ranking de Araxá (Minas Gerais). Sou colecionador de raquetes e já testei várias marcas e modelos, como Head e Babolat, mas tenho mais afinidade com as raquetes Wilson. Jogava com a Pro Staff e depois RF’s, até que um amigo comentou sobre as pro stock. Adquiri a Wilson Python caracterizada para meu estilo de jogo e fui surpreendido nas quadras. Percebi que ela solta mais a bola com um controle espetacular: com o swingweight ajustado ao meu estilo, sinto melhor o contato da raquete com a bola sem precisar de muito esforço, o que também ajuda a evitar lesões – algo que nenhuma raquete de varejo proporcionava. O material utilizado na fabricação da pro stock é diferenciado, o que se torna nítido durante as partidas. Minha dica: fique atento à procedência da sua pro stock para não cair em golpes”, aponta Luiz Pedro Copati Júnior.

Ou seja, a diferença principal não é necessariamente o peso, mas o grau de controle sobre as especificações. Enquanto uma raquete comercial vem pronta de fábrica com medidas padronizadas, uma pro stock funciona mais como uma plataforma de construção, que pode resultar tanto em uma armação extremamente pesada para o circuito quanto em uma configuração perfeitamente utilizável por um jogador amador experiente.

No fim das contas, o principal valor de uma pro stock não está em um suposto “segredo tecnológico”, mas na “personalização extrema”. Esse universo das pro stock desmonta uma ilusão persistente no tênis: por trás do glamour e do marketing que acompanha cada novo lançamento, existe um nível de detalhe e tradição que muitas vezes se apoia em moldes guardados no tempo e ajustados para os gestos dos grandes jogadores. A raquete, nesse contexto, não é apenas um produto de consumo, é uma ferramenta de precisão, uma extensão do gesto técnico e, para muitos, um objeto de desejo.

Únicas?

Nem toda raquete pro stock deriva de um modelo de loja. Muitos frames usados no circuito são baseados em moldes exclusivos, nunca vendidos no varejo, desenvolvidos para atletas específicos ou para uso interno das marcas. Exemplos conhecidos incluem Head PT113B e PT346, além de Wilson P25 e H25. Durante anos, até moldes como H19 e H22 circularam apenas nesse ambiente fechado – até que a Wilson, percebendo a demanda entre entusiastas, lançou a linha Wilson Pro Labs, oferecendo versões comerciais inspiradas nesses aros.

Ainda assim, a maioria das pro stock nasce de projetos consagrados do passado, preservados porque entregam exatamente a sensação que os jogadores desejam. É o caso da Head PT57A, derivada da clássica Pro Tour 630, e de versões pro stock de modelos como Wilson Steam 100 e Blade. Sob pinturas modernas, esses frames mantêm o DNA técnico de gerações anteriores — um lembrete de que, no alto rendimento, continuidade e confiança costumam pesar mais do que novidade.

Códigos do circuito

A parte mais fascinante do universo pro stock são justamente os códigos, quase uma linguagem secreta do circuito. Alguns viraram lenda entre colecionadores e jogadores avançados porque estão associados a grandes campeões ou a “sensações” específicas de impacto.

Head

A Head talvez seja a mais famosa no mundo pro stock por causa dos seus códigos internos gravados no hairpin. O mais icônico é o PT57A. Ele deriva do molde da antiga Pro Tour 630 (anos 1990) e é conhecido por sua flexibilidade, controle e sensação “suave” no impacto. Vários profissionais usaram ou ainda usam versões baseadas nesse molde ao longo das décadas, muitas vezes com pintura de modelos modernos (Radical, Prestige etc.).

Exemplos de tenistas que usaram a PT57A como molde: Guga Kuerten, Tommy Haas, Andy Murray. É considerado um dos layups mais “clássicos” já feitos. Outro muito conhecido é o PT57E, semelhante ao A, mas com resposta um pouco diferente de flexibilidade.

Há também os códigos TGK e TGT: TGK normalmente indica moldes de gerações anteriores customizados para o departamento profissional. TGT costuma identificar moldes mais recentes (linhas Speed, Radical, Prestige modernas) preparados para o circuito. Exemplo: TGT 293.2, associado a versão antiga da Prestige. Importante: o número após o ponto geralmente indica variações de layup ou de padrão de cordas.

Wilson

Na Wilson, entre os códigos mais famosos estão o H22, provavelmente o pro stock mais cultuado da marca. É um molde muito estável, com sensação sólida e controle elevado. Diversos jogadores do circuito ATP e WTA usaram versões do H22 com diferentes pinturas (Blade, Six.One, Burn etc.). O H19 é mais flexível e com sensação mais “clássica”, muitas vezes comparado à antiga Pro Staff 95 ou Six.One 95 em termos de feeling. Também existem códigos como H25, P25, entre outros, mas H22 e H19 são os mais comentados.

Babolat

A Babolat é mais fechada em relação a códigos, mas também possui pro stocks específicos. Muitos profissionais usam versões customizadas da AeroPro Drive original (2005) até hoje, mesmo com pintura da Pure Aero moderna. Há também variações internas de Pure Strike e Pure Drive com layups diferenciados para jogadores contratados. A Babolat costuma manter o mesmo molde base do atleta por muitos anos, ajustando apenas peso, balanço e rigidez conforme necessário.

Hairpin

No vocabulário técnico das raquetes, o hairpin é a estrutura básica do frame – a armação de grafite ainda “crua”, antes da montagem final. Nessa fase, a raquete não tem pallet ou PU injetado (as peças que formam o formato do cabo), nem grip, nem butt cap, e muitas vezes também não possui o protetor superior. É, essencialmente, o esqueleto da raquete saído da fábrica.

Nos departamentos profissionais das marcas, os hairpins são o ponto de partida para a customização. A partir deles, técnicos ajustam peso e balanço com silicone no cabo, inserções internas ou fitas de chumbo, montam o formato de cabo específico do jogador e finalizam a raquete para atingir exatamente as especificações desejadas.

Bumper

O bumper é o protetor plástico localizado na parte superior da cabeça da raquete, integrado ao conjunto de grommets (os ilhós por onde passam as cordas). Sua função principal é proteger o grafite contra o desgaste causado pelo contato com a quadra durante golpes baixos, especialmente em superfícies duras.

Além da proteção, o bumper também pode esconder pequenas customizações. Em algumas raquetes pro stock, técnicos colocam tiras de chumbo sob essa peça para ajustar o peso na cabeça sem deixar a modificação visível. Por isso, remover o bumper muitas vezes revela detalhes importantes sobre a configuração real da raquete.

Arnaldo Grizzo
Publicado em 30/04/2026, às 11h46


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