Será a primeira vez que tenistas do mesmo país jogam uma final de Slam desde 2017

Karolina Muchova e Linda Noskova disputam neste sábado (11) a final inédita de Wimbledon em busca do primeiro título de Grand Slam da carreira. O duelo marca a primeira decisão de um Major entre tenistas do mesmo país desde o US Open de 2017 e a primeira da Era Aberta entre duas jogadoras de um país que não os Estados Unidos. Muchova chega embalada por dez vitórias seguidas na grama, enquanto Noskova, de 21 anos, fará sua primeira final de Slam.
Karolina Muchova e Linda Noskova jogam neste sábado (11) a final de Wimbledon em busca de um título inédito de Slam. Para além disso, a dupla tcheca já escreveu história para o seu país.
Esta será a primeira final de um Major entre tenistas do mesmo país desde o US Open 2017, quando Sloane Stephens venceu Madison Keys.
Na história, será a primeira final de um Major na Era Aberta entre duas tenistas de um país sem ser os Estados Unidos.
As duas tchecas se enfrentaram uma vez até hoje, no US Open 2025, com vitória de Muchova de virada.
Três anos após o vice em Roland Garros, Karolina Muchova terá mais uma chance de vencer um Slam. Nesta quinta-feira (9), a tcheca venceu um duelo de altos e baixos com um fim dramático e avançou à decisão de Wimbledon.
Muchova venceu Coco Gauff com parciais de 6-2, 1-6 e 7-6(10), em 2h38. Foi apenas sua segunda vitória (seguida) em oito duelos diante da norte-americana. Gauff salvou com vantagem de 9-8 no tie-break do terceiro set, mas desperdiçou com um dropshot de direita que ficou na rede.
Com a queda de Gauff, uma nova campeã de Slam será coroada em Londres. Muchova agora soma dez vitórias seguidas na grama (venceu o WTA 500 de Bad Homburg antes de Wimbledon).
Aos 21 anos, Linda Noskova garantiu vaga à sua primeira decisão de Slam na carreira ao superar Marta Kostyuk (13ª da WTA) nas semis em Wimbledon.
Noskova, número 12 da WTA, derrotou a ucraniana por duplo 6-4, em 1h21, vencendo sua 11ª partida na grama em 2026 -- ninguém venceu mais jogos na superfície nos últimos dois anos (19).
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Antes das semifinais, as tchecas treinaram juntas na Quadra Central. Após o jogo, Noskova falou com carinho sobre a sua adversária na final.
"Karolina é uma lutadora tão incrível. Uma jogadora tão extraordinária. Principalmente e acima de tudo, ela é uma ótima pessoa. Fico feliz por estar jogando minha primeira final com ela".
Bruno da Silva
Publicado em 09/07/2026, às 14h26