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CAMPEÃO JÚNIOR DE ROLAND GARROS

Guto Miguel sonha com número 1 no profissional e quer tentar ser o maior da história

Goiano de 17 anos conquistou título inédito para o tênis brasileiro com o troféu da chave de juniores do Aberto da França


Santos Dumont e Guto Miguel
Guto Miguel concedeu coletiva em Brasília ao lado de seu treinador Santos Dumont - Guilherme Frederick

Após conquistar o título inédito de Roland Garros juvenil e assumir a liderança do ranking mundial da categoria, Guto Miguel revelou que disputou o torneio com fortes dores no punho e chegou a ter sua participação ameaçada. Inspirado pela trajetória de Rafael Nadal, o brasileiro de 17 anos superou as limitações físicas para conquistar o troféu e reforçou suas ambições de alcançar o topo do tênis mundial. Agora, número 1 entre os juniores, o goiano direciona o foco para o circuito profissional, onde busca seguir os passos dos grandes nomes do esporte.

Após conquistar o inédito título para o Brasil da chave de juniores de Roland Garros, Guto Miguel retornou ao país e concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (9), em Brasília, onde ele treina.

O jovem de 17 anos foi perguntando sobre suas ambições e não escondeu que quer estar entre os grandes: "Meu sonho é ser o número 1 do mundo, ganhar Wimbledon no profissional e tentar ser o maior tenista da história".

Com a conquista em Paris, ele se tornou o número 1 do ranking de juniores. Guto ainda contou que superou alguns problemas físicos na campanha que terminou com o título inédito para o Brasil na chave de juniores de Roland Garros.

Em coletiva, o goiano de 17 anos contou que chegou a ter sua participação no torneio em dúvida e que a história de Rafael Nadal lhe deu forças para superar problemas físicos.

“Joguei um torneio em Milão com muita dor e nem sabia se ia conseguir disputar Roland Garros. Treinamos muito pouco na semana anterior, focando mais na parte física, porque eu quase não conseguia bater na bola. Era uma dor (no punho) que vinha desde o Challenger de Santos, quando sofri uma queda durante uma partida”, relatou.

“Foi um torneio em que tive muita ambição de vencer, porque era um sonho que sempre tive. Até o documentário do Nadal me ajudou, porque ele falava sobre suportar a dor quando ela é administrável. Tentei levar isso comigo durante o torneio. Foi a competição em que mais senti dor na vida, mas valeu a pena”, completou.

Foco no profissional

Guto também falou sobre seu nível de competitividade. "Sempre fui um menino muito apaixonado por tênis e também muito apaixonado por ganhar. Nunca gostei de perder nem no par ou ímpar, acho que isso me ajuda até hoje a ser competitivo dentro de quadra, não aceitar a derrota e elevar meu nível nos momentos de pressão”, contou.

O técnico de Guto, Santos Dumont, garantiu que o foco do jovem brasileiro será "98%" no circuito profissional. "Estamos satisfeitos com o momento atual, mas queremos chegar à elite", disse.

O goiano é atualmente o 834º do ranking de simples e já o 177º nas duplas. Guto é o único tenista com menos de 18 anos entre os 700 melhores duplistas do mundo, com três troféus de Challenger e três ITFs no currículo. Em simples, ele ainda não tem títulos profissionais.

Bruno da Silva
Publicado em 10/06/2026, às 17h26


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