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Roland Garros

Federer chega em Roland Garros sem pressão, mas pode ir longe

Suíço começa campanha neste domingo em Paris e tenta o bicampeonato, mas tem condições difíceis pela frente. Estreia acontece por volta das 10h

por Guilherme Souza em 25 de Maio de 2019 às 22:00

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Roger Federer volta ao saibro de Roland Garros neste domingo (25). Quatro anos depois de sua última participação, o número #3 do mundo mostra uma versão diferente da apresentada em 2015, quando era segundo colocado no ranking mundial e parou nas semifinais para o futuro campeão Stan Wawrinka.

Roger tem o desejo de levar o segundo título na Quadra Philippe Chatrier, dez anos depois de seu troféu histórico em 2009. O desafio para isso, entretanto, não será fácil. A maior duração das partidas disputadas em melhor de cinco sets encontradas nos Majors e as exigências físicas maiores requisitadas pelo jogo em terra batida aparecem como alguns dos pontos fracos do suíço neste retorno.

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Jogadores mais jovens, como o grego Stefanos Tsitsipas, o austríaco Dominic Thiem e o croata Borna Coric foram alguns dos quais impuseram problemas durante a temporada justamente em embates mais longos. Neles, não faltou técnica, mas sim um gás extra, antes encontrado com maior facilidade na juventude.

Stefanos derrotou o Maestro ainda nas oitavas no Australian Open em uma partida de longas 3h45 finalizada em 6/7 (11-13), 7/6 (7-3), 7/5 e 7/6  (7-5).  Thiem, por sua vez, prevaleceu na final de Indian Wells (3/6, 6/3 e 7/5 em 2h02) e nas quartas de Madri (6/3, 6/7 (11-13) e 6/4 em 2h10), sendo as duas partidas após salvar match points. Coric foi derrotado nas oitavas em Roma (2/6, 6/4 e 7/6 (9-7) em 2h31), mas exigiu tanto do recordista de Grand Slam - que já havia jogado uma partida no mesmo dia por conta do atraso na programação - que viu Federer desistir da competição na rodada seguinte.

"Acho que treinei bastante e também tive as partidas difíceis que precisava em Madri e Roma... Eu realmente sinto que jogar sob pressão foi importante para mim, então me sinto totalmente pronto", declarou Federer. “Eu sinto que antes de cada Grand Slam, claro, se você puder evitar partidas difíceis e longas no começo, isso aumentará suas chances para o torneio mais tarde. Mas, de certa forma, estou feliz por estar aqui e quero apenas passar pela primeira rodada para continuar a campanha. Esse é o meu foco agora, não penso muito à frente”.

Pressão menor pode ajudar

Foto: Cedric Lecocq/FFT

Aos 37 anos, Federer tem perspectivas diferentes. Fica de lado a preocupação excessiva por resultados e entra um desejo genuíno de jogar bem nos grandes palcos principalmente pelo carinhos aos grandes palcos.

“Sinto que agora posso jogar sem pressão, porque o que há a perder? Na verdade, nada. Eu não joguei no saibro por três anos, então talvez pela primeira vez em 15 anos eu possa ir para o Aberto da França e dizer 'Vamos ver o que acontece'. E talvez seja exatamente isso o que vai trazer belos resultados", comentou Federer em uma entrevista recente ao jornal New York Times.

“Eu jogo há muito tempo. Comecei aqui aos 20 anos. Ganhei há 10. Foi um dos maiores momentos da minha vida, então eu não sei o que esperar no que diz respeito aos resultados. É um pouco como no Australian Open em 2017. Eu não tinha expectativas. Estou feliz por estar de volta em boa saúde. Até agora eu diria que minha preparação foi bem. Em Madrid, o meu corpo reagiu bem a uma superfície que não jogo há muitos anos".

Chave dura pela frente

Apesar de não estar essencialmente difícil no início, a chave de Federer em Paris pode atrair maiores dificuldades conforme ele for avançando. Na estreia, o atual campeão do Masters de Miami desafia o italiano Lorenzo Sonego (#73), que teve as quartas no ATP 250 de Marrakech e no Masters de Monte-Carlo como grandes resultados na gira de saibro de 2019.

Depois, aparecem como virtuais oponentes o tunisiano Malek Jaziri (#94) e Matteo Berrettini (#32), dois saibristas que podem endurecer contra o ex-número. Se passar por esses desafios, Federer começaria a enfrentar adversários ainda mais resistentes e talentosos. Diego Schwartzman (#20) é um possível rival nas oitavas, enquanto o potente Tsitsipas (#6) pode ser um desafiante a altura já nas quartas.

Se passar por eles, um desafio com o espanhol Rafael Nadal aparece como opção nas semifinais e uma batalha pelo título contra Novak Djokovic aparece como possível em uma eventual decisão. Sem dúvidas não haverá moleza.

Retrospecto em Paris

Apesar do cenário não tão animador, Roger Federer continua sendo Roger Federer. Ele é um dos quatro jogadores ativos no circuito a ter o Coupe des Mousquetaires, o famigerado troféu de Roland Garros, que teve como outros donos na última década Nadal, Djokovic e Wawrinka. O ídolo do esporte mundial tem a seu favor também três vice-campeonatos (2006, 2007, 2008 e 2011) e o fato de ter chegado ao menos nas quartas de final em 11 vezes desde 2001.

Outro fator interessante é a alta porcentagem de vitórias do Maestro no saibro. Com 218 vitórias e 69 derrotas no piso da terra batida na carreira, ele tem 76% de aproveitamento, número que o coloca atrás apenas de Nadal (429 triunfos e 39 partidas perdidas, com 91,7%) e Djokovic (209 e 54, com 79,5%) entre os jogadores que estão no dia a dia do ATP Tour.

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