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DO SAIBRO PARA A DURA

Diretor do Rio Open diz que mudança de piso "está chegando"

Torneio é disputado em quadras de saibro do Jockey Club Brasileiro desde a primeira edição


Quadra Guga Kuerten, do Rio Open
Rio Open é disputado no Jockey Club Brasileiro - Fotojump/Rio Open

A organização do Rio Open está próxima de confirmar a mudança do torneio da quadra de saibro para a quadra dura, com o objetivo de atrair jogadores de elite do circuito. Segundo o diretor Lui Carvalho, o pedido é antigo junto à ATP e ganhou força após a visita do presidente Andrea Gaudenzi à edição de 2026, em meio à reformulação do calendário prevista para 2028. A comparação com torneios da mesma semana, como Doha, que contou com Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, reforça que a troca de piso pode tornar o evento mais competitivo e aumentar o interesse dos grandes nomes do ranking mundial.

Está cada vez mais próxima a mudança de piso do Rio Open. Encaixado entre duas giras de quadra dura, o torneio sofre para atrair grandes nomes, mas a alteração é uma vontade da organização e deve acontecer em breve.

Quem garante é o diretor do torneio, Lui Carvalho. Em entrevista coletiva, ele relatou que esse é um pedido seu à ATP há anos e, com a mudança estrutural do calendário em 2028, quando um novo Masters 1000 na Arábia Saudita será realizado, ele se diz otimista. Presidente da ATP, Andrea Gaudenzi esteve na edição de 2026 do Rio Open

Lui Carvalho, diretor do Rio Open
Lui Carvalho, diretor do Rio Open | Foto: Fotojump

"É questão bem antiga e um pedido meu de seis, sete anos junto à ATP, mas não é da noite pro dia. Confio que estamos chegando perto de um desfecho feliz para fazer essa mudança. A gente vem trabalhando nos bastidores com um posicionamento do evento de modo que a ATP enxergue que a América do Sul é um mercado potencial, que é o futuro. Tem outras regiões que têm mais participantes, gira mais rápido a econômia do tênis, mas a América do Sul tem um potencial enorme. Isso culmina a vinda do Andrea Gaudenzi para o Rio e com a do Pablo Andujar para vivenciar o evento, poder sentir o evento. São fatos positivos que ajudam a gente a chegar nesse objetivo final que é fazer a transição para a quadra dura, que eu acredito que vai beneficiar muito o evento e atrair grandes jogadores para o Brasil".

Na edição de 2026 do Rio Open, o melhor ranqueado era Francisco Cerúndolo, 19º da ATP. O oitavo cabeça de chave era Tomás Etcheverry, o campeão, que iniciou o torneio com 54º do mundo.

Na mesma semana, outros dois torneios foram realizados. O ATP 500 de Doha, mesmo nível do Rio Open, mas em quadra dura, contou com a presença dos dois líderes do ranking mundial, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, e todos os cabeças de chave estava entre os 21 melhores do mundo.

Já o ATP 250 de Delray Beach, torneio um nível abaixo do Rio Open, teve todos os oito cabeças de chave entre os 30 melhores do ranking da ATP, dentre eles Taylor Fritz, número 7 do mundo, Casper Ruud (13º) e Tommy Paul (24º), entre outros.

Cabeças de chave dos torneios da semana do Rio Open

ATP 500 Rio (BRA)

JogadorPaísRankingCabeça de chave
Francisco CerúndoloARG191
Luciano DarderiITA222
João FonsecaBRA333
Sebastián BáezARG344
Camilo Ugo CarabelliARG475
Alexandre Müller*FRA486
Daniel AltmaierGER517
Tomás Martín EtcheverryARG548

*Müller desistiu antes do início do torneio

ATP 500 Doha (CAT)

JogadorPaísRankingCabeça de chave
Carlos AlcarazESP11
Jannik SinnerITA22
Alexander Bublik*CAZ103
Daniil Medvedev--114
Andrey Rublev--155
Jakub MensíkTCH166
Karen Khachanov--187
Jiri LeheckaTCH218

*Bublik desistiu antes do início do torneio

ATP 250 Delray Beach (EUA)

JogadorPaísRankingCabeça de chave
Taylor FritzEUA71
Casper RuudNOR132
Flavio CobolliITA203
Learner TienEUA234
Tommy PaulEUA245
Valentin VacherotMON256
Brandon NakashimaEUA297
Frances TiafoeEUA308

De acordo com o diretor do Rio Open, Gaudenzi se reuniu com a diretoria da IMM (empresa produtora e organizadora do torneio, patrocinadores, que se comprometeram com o futuro do eveno, e vivenciou um pouco da cidade;

"Ele viu a localização do evento, que é um dos nossos pontos fortes. O objetivo era mostrar o potencial. Agora, ele vai voltar com uma perspectiva diferente. Acho que ele ficou bem impressionado com o que viu do Rio”.

Bruno da Silva
Publicado em 24/02/2026, às 13h05


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