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ANALISANDO OPÇÕES

Como está a busca de Bia Haddad por um novo técnico

Desde a saída de Rafael Paciaroni, há mais de um mês, brasileira está sem treinador


Bia Haddad no SP Open 2025
Bia Haddad joga nesta semana o WTA 1000 de Miami - Fotojump

Beatriz Haddad Maia vive fase irregular na temporada e ainda busca um novo treinador após encerrar parceria de mais de seis anos com Rafael Paciaroni. A brasileira, atual 69ª do ranking, soma apenas uma vitória em 2025 e destaca a importância de escolher com calma um técnico, enquanto tenta recuperar confiança e desempenho no circuito, iniciando sua campanha no WTA 1000 de Miami contra Zeynep Sonmez.

Longe de seu melhor momento, Bia Haddad, atualmente na 69ª colocação do ranking mundial, anunciou o fim da parceria com Rafael Paciaroni, seu técnico há mais de seis anos, no dia 12 de fevereiro.

Até agora, a brasileira de 29 anos ainda não contratou um novo treinador. Ela falou sobre a dificuldade de escolher um profissional após encerrar uma parceria tão longa e, por isso, prefere não ter pressa.

"Estou vendo as coisas com calma. Estou atrás de opções. Um treinador tem um envolvimento além da quadra. A gente passa o ano inteiro junto, vitórias, derrotas, muitas conversas. Se cria uma conexão. Não é simplesmente trocar", explicou a brasileira em entrevista à ESPN Brasil.

No fim de 2024,  Bia chegou a contratar um segundo técnico, Maxime Tchoutakian, que havia trabalhado ao lado da ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka, mas a parceria durou pouco.

"A maioria dos treinadores e times já estão desde o começo da temporada juntos, então não é fácil encontrar (alguém disponível). Agora, é ter paciência. Tenho uma forma de lidar muito humana com as pessoas. Isso é muito importante. Tenho paciência, mas estou atrás de nomes".

A brasileira tem apenas uma vitória no ano, diante de uma tenista sem ranking no qualifying do WTA 1000 de Doha, e oito derrotas. Nesta terça-feira (17), a ex-top 10 inicia sua caminhada no WTA 1000 de Miami diante de Zeynep Sonmez (83ª do mundo), em duelo inédito.

Apesar dos resultados ruins, ela mantém a esperança de uma recuperação. "Tem sido uma temporada de vários aprendizados. Estou conseguindo trabalhar coisas que preciso melhorar em meu jogo, na minha cabeça. Além da confiança também. Sei como o tênis é um esporte em que as coisas mudam rapidamente. O João (Fonseca) é um exemplo disso".

Bruno da Silva
Publicado em 17/03/2026, às 19h44


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