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Capitão do Brasil Jaime Oncins será homenageado no Rio Open 2020

Sétima edição do maior torneio da América do Sul acontece de 15 a 23 de fevereiro


Foto: Divulgação/ Rio Open

Um dos maiores ídolos da história do tênis brasileiro, Jaime Oncins nasceu em São Paulo, em uma família de tenistas e deixou sua marca tanto na simples, quanto na dupla. Desde jovem, quando disputava torneios juvenis, Oncins chamou a atenção do tênis brasileiro conquistando títulos de grande expressão, como o Banana Bowl nas categorias 14 e 16 anos. Aos 17, o paulistano iniciou a sua carreira como profissional, alcançando a 34a. Posição no ranking mundial de simples e posteriormente a 22a.nas duplas.

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A trajetória de Oncins é muito ligada aos eventos representando o Brasil e a Roland Garros. Em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona surpreendeu alcançando as quartas-de-final, derrotando Michael Chang no caminho. Foi também naquele 92, em que Jaime derrotou o ex-número 1 do mundo Ivan Lendl, desta vez em Roland Garros, avançando até as oitavas de final e conquistou seus dois títulos de simples na ATP, em Bolonha e Búzios.

Um dos símbolos da Copa Davis, Jaime representou o país por 11 anos, nos quais brilhou fazendo parte das equipes que chegaram nas únicas duas semifinais que o Brasil alcançou na competição, nos anos de 1992 e 2000. Em 1992 foi o destaque nas vitórias do Brasil diante da Alemanha no Rio e da Itália, em Maceió, jogando simples e no ano 2000, nas duplas ao lado de Guga, derrotando a França, em Florianópolis e a Eslováquia também no Rio. Tamanho comprometimento em mais de uma década de vitórias na Davis foi premiado pela ITF, recebendo uma homenagem pelo alto número de confrontos em que representou o país. Agora, o paulistano lidera a equipe brasileira como capitão.

Nas duplas, ao lado do argentino Daniel Orsanic, Oncins fez parte da sétima melhor equipe do ano de 2000. Naquele ano, Oncins e Orsanic chegaram à semifinal de Roland Garros, posteriormente se classificando para o ATP Finals. Foi também em 2000 que Jaime disputou os Jogos Olímpicos de Sydney com Gustavo Kuerten. E foi nas duplas que ele chegou também à final de um Grand Slam, sendo vice-campeão em Roland Garros, nas duplas mistas, com a argentina Paola Suarez.

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A vitoriosa carreira dentro das quadras também aconteceu fora delas, com o Jamie Oncins técnico. Além de vários juvenis, também treinou André Sá, Flavio Saretta e o português Gastão Elias.
Atualmente ele reside nos Estados Unidos, onde é diretor de tênis da Montverde Academy.

A homenagem a Oncins acontecerá durante a semana do Rio Open. Desde 2014, o torneio iniciou uma tradição de homenagear personalidades que marcaram o esporte nacional ou mundialmente. Em 2014, Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten foram os homenageados. No ano seguinte, foi a vez de Thomaz Koch, Nick Bollettieri e Antônio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha. Em 2016, Fernando Meligeni e Alcides Procopio receberam as honras. As tenistas top 100 da história do Brasil, Luiz Mattar e André Silva foram os escolhidos de 2017. Em 2018, foi Carlos Kirmayr, e na última edição, o emocionante momento com Larri Passos.

Da redação

Publicado em 14 de Janeiro de 2020 às 18:36


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