Invasão de quadra

Os 25 anos da inesquecível vitória do Brasil sobre a Alemanha de Becker

Confronto épico pela Copa Davis consagrou nomes como Cássio Motta, Jaime Oncins e Luis Mattar

Da redação em 6 de Fevereiro de 2017 às 22:08

 
Há 25 anos, em fevereiro de 1992, brasileiros e alemães mediriam forças em uma quadra de saibro montada em um shopping do Rio de Janeiro. Algo talvez impensável hoje em dia, naquele ano, a Barra da Tijuca, bairro nobre da Cidade Maravilhosa, recebia o confronto válido pela primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis.
 

Luiz Mattar fez jogo antológico contra Becker 

Pelo Brasil, destaques para Luiz Mattar e Jaime Oncins, dois jogadores que marcaram época no tênis brasileiro pré-Gustavo Kuerten. Do outro lado, Boris Becker, lendário tenista alemão, que na época já havia conquistado cinco Grand Slams (Wimbledon ´85´86´89, U.S.Open ´89 e Australian Open ´91). Becker ainda repetiria o título na Austrália em 1996.
 
Cabe reconhecer que a quadra de saibro lenta, na verdade lentíssima, molhada artificialmente antes de cada jogo, não favorecia em nada a equipe alemã, principalmente Becker, notadamente um jogador de saque e voleio. Além do brio e do talento dos brasileiros, a terra batida era a nossa grande esperança de se qualificar para as quartas de finais. 
 
No primeiro jogo, Luis Mattar fez um jogo antológico contra Becker. Em uma partida em que Nico teve seis match points a seu favor, Boris Becker mostrou por que era um dos maiores jogadores da época e acabou levando a melhor em cinco sets (6-4,5-7,1-6,7-6(2),6-0), abrindo vantagem para os germânicos, que não contaram com Michael Stich,  então campeão de Wimbledon (vitória sobre o próprio Boris Becker na final).
 
Chegava a hora então de Jaiminho entrar na disputa. A obrigação era de vitória contra Carl Ub Steeb. E Oncins fez a sua parte muito bem feita. O triunfo por 3 sets a 1 (6-3,4-6,6-2,7-6(5)) recolocou o time brasileiro na rota da disputa. A partida começou na sexta-feira e só acabou no sábado, devido à falta de luz natural, principalmente por conta da longa duração do duelo entre Mattar x Becker.
 
 
O sábado (1º de fevereiro de 1992) ainda reservava a partida de duplas. Pelo lado brasileiro, o capitão da equipe, Paulo Cleto, escalou Cássio Motta e Fernando Roese, dois exímios duplistas. Do outro lado, Becker novamente em casa, fazendo dupla com Eric Jelen. Os brasileiros não tiveram muitos problemas em vencer os desentrosados alemães, em sets diretos (7-5,6-3,6-3). 
 
O que parecia sonho na sexta-feira acordava como realidade possível no domingo. Dia 02 de fevereiro de 1992, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Devido ao cansaço, Boris Becker não foi escalado pelo capitão alemão Niki Pilic para enfrentar Jaime Oncins na quarta partida do confronto. O adversário de Jaiminho seria Mark Zoecke. Parecia que a fatura estava liquidada.
 

Festa da equipe brasileira no Rio 

O jogo contra Zoecke, porém, foi muito complicado para Oncins. No primeiro set, o franco-atirador alemão veio com tudo e fechou em 6-1. Jaiminho venceu os dois sets seguintes, em 6-4 e 7-6, com 7-3 no tie break. Mas Zoecke fez outro excelente set e igualou a partida, com um tranquilo 6-2. O quinto set foi para os fortes. O brasileiro teve um match point contra no 4-5, mas sobreviveu, venceu os três games seguintes e garantiu a invasão de quadra por parte da torcida. Delírio nas arquibancadas e no saibro da Barra da Tijuca.
 
Naquele ano, o Brasil ainda venceria a Itália por 3-1 em Maceió e chegaria pela primeira vez na história nas semifinais de uma Copa Davis, quando perderia para a Suíça, em Genebra, por 5-0, sem conquistar sequer um set. Nada, porém, que diminuísse o feito daquela geração determinada, que cativou toda a comunidade do tênis nacional. Apenas no ano de 2000 o Brasil conseguiria chegar mais uma vez às semifinais de Davis, mas aí já com o fora de série Gustavo Kuerten.

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