Instrução Duplas

O melhor parceiro

Cinco dicas fundamentais com tudo o que é necessário saber sobre o jogo de duplas

Por Arnaldo Grizzo em 25 de Novembro de 2013 às 00:00

JOGAR DUPLAS ESTÁ NA MODA. Com o sucesso dos duplistas brasileiros, a modalidade já não é mais vista como a opção dos “velhinhos do clube” que não apresentam mais a mobilidade dos seus áureos 20 anos. Agora, é cada vez mais comum ver as quadras com quatro pessoas e não mais somente duas. As duplas vieram para ficar.

Mas o sucesso não se deve somente ao bom momento de Bruno Soares e Marcelo Melo. O jogo de duplas sempre foi muito dinâmico e divertido, e o individualismo “natural” do tênis fez com que isso fosse deixado de lado por muita gente que nesse momento está redescobrindo a modalidade. Antes, era impossível um técnico convencer seus atletas juvenis a uma partidinha de duplas no fim do treino. Hoje, os garotos já pedem. Nos clubes, só resiste a um bom jogo de duplas o tenista que não compreende as diferenças para uma partida de simples e insiste em dizer que não sabe jogar. Pensando nessas pessoas, mas também em quem já têm “cancha” de dupla, a Revista TÊNIS resolveu montar um guia de táticas e técnicas, resumidas em cinco lições essenciais, para você se tornar um exímio duplista e deixar as suas partidas ainda mais divertidas.

Lição 1

Esqueça o corredor e a paralela`

O posicionamento nas duplas é simples. Você pode pensar: “um cobre a direita e o outro cobre a esquerda”. Parece bobo assim, mas é preciso ser um pouco mais específico. Essa máxima de que um fica de um lado e o parceiro do outro, na verdade, é usada por quem desdenha das duplas, dizendo que, por esse motivo, você corre menos e participa menos do jogo. Não acredite nisso. Em uma partida, você pode se esforçar física e tecnicamente tanto ou mais do que nas simples. Mas, voltando à questão do posicionamento, há regras bastante simples a serem seguidas:

  1. Um tenista fica no fundo e outro na rede. Essa será a posição mais comum, não importa se você está sacando ou recebendo. Por que ela é utilizada? Porque permite ser agressivo e defensivo ao mesmo tempo. Agressivo graças ao tenista da rede e defensivo com o parceiro do fundo. Uma observação: os dois tenistas não devem ocupar o mesmo lado da quadra simplesmente pelo fato de, dessa forma, deixarem uma área muito grande descoberta. Portanto, você que está na rede, quando levar um lob, inverta o lado com seu parceiro. Não fique lá plantado do “seu lado” esperando tomar uma bolada nas costas. Mexa-se e vá para o outro lado.
  2. O voleador não deve ficar colado na rede e nem grudado no corredor. A posição ideal seria um ou dois passos à frente do meio do quadrado de saque. “Mas, e o corredor?” Não se preocupe, você está cobrindo o suficiente. Se seu adversário realizar uma passada na paralela, em um ângulo minúsculo, dê-lhe os parabéns. Ao ficar no centro do quadrado, você tem uma melhor posição tanto para se defender de possíveis passadas na paralela quanto para atacar bolas fracas no meio da quadra. Aliás, entenda que essa é a sua função na rede: atacar. Você não está lá para defender o corredor. Está lá para interceptar a bola dos oponentes e tentar vencer o ponto no voleio.
  3. A posição para receber um saque nas duplas não é a mesma do que nas simples (a não ser que seu adversário esteja sacando exatamente como faria nas simples). Como o sacador geralmente vai estar em um ângulo mais oblíquo – e, com isso, poderá acertar saques mais abertos –, você também precisa ajustar sua posição dessa forma, esperando a bola na direção da linha interna do corredor de duplas ou bem próximo dela. Do contrário, vai ficar tomando aces abertos o tempo todo. Uma dica interessante aqui é tentar não ficar muito longe da linha de base. Quanto mais longe você estiver, mais ângulo vai oferecer. Se estiver perto da linha de base, isso lhe ajudará a interceptar um saque aberto. Outro detalhe importante é que, assim como foi dito para o voleador, a máxima “esqueça o corredor” também vale para o devolvedor – nesse caso mais especificamente na paralela. A não ser que você tenha um ângulo muito claro ou algum objetivo tático definido (surpreender o adversário da rede para impedir que ele fique cruzando o tempo todo), não arrisque devoluções na paralela. Além de serem difíceis de executar (devido à altura da rede e ao pouco ângulo), elas são mais facilmente interceptadas pelo voleador quando não executadas com perfeição. Fora isso, o voleador terá todo ângulo cruzado para definir o ponto sem que seu parceiro ou você possam esboçar reação. Então, mantenha a bola cruzada o quanto puder.

Se seu parceiro tomar um lob, você deve correr atrás da bola para recuperá-la. E ele precisa cruzar e trocar de lado da quadra com você

Não fique parado na rede

Se você está na rede, não deve ficar parado. Repare no que fazem os duplistas profissionais. Quando a bola está na quadra adversária, o voleador geralmente está mais próximo da rede, fechando os ângulos. Quando a bola passa por ele na direção do seu parceiro, o voleador dá alguns passos atrás, cobrindo ângulos de defesa, de olho na movimentação do voleador rival. É como uma dança, para a frente e para trás, dependendo de onde está a bola. Isso faz com que você esteja sempre bem posicionado.

Primeiro golpeie, depois se mexa

A velocidade do jogo de duplas, muitas, vezes faz com que alguns tenistas mais ansiosos cometam erros bobos, especialmente na devolução de saque. Por quê? Porque eles querem se antecipar à próxima jogada adversária e começam a se movimentar antes de terminarem de golpear. Então, pare. Primeiro você precisa estar equilibrado para realizar a devolução. Faça o split-step, posicione os pés e golpeie. Depois que a bola sair da sua raquete, aí sim, pense no que vai fazer e se movimente.

Quem busca o lob?

Você e seu parceiro estão na rede. Os adversários executam um lob. E agora, quem vai atrás da bola? Depende. Se o lob for sobre o seu parceiro, você vai correr para recuperar a bola. Se for sobre você, ele deve correr. Isso na maioria das vezes. Por quê? Porque, correndo em diagonal, fica mais fácil visualizar a bola e também o posicionamento dos rivais. Quando se corre de costas para a quadra, perde-se muita visão. Além disso, lembre-se: quem tomou o lob deve cruzar para defender o outro lado.

Lição 2

 

O jogo é na rede

Se você acha que o jogo de duplas é entediante, muito parado, especialmente para quem está na rede, vá ver alguns jogos de profissionais. Repare nos tenistas que estão na rede. Veja como eles se movimentam o tempo todo, mesmo quando não estão na jogada. Aí está um grande segredo de um bom duplista: a movimentação constante. Quando se está na rede, sua movimentação serve tanto para cobrir possíveis tentativas de passada quanto para se preparar para interceptar a bola adversária. Outro detalhe relevante: perceba que a maioria dos pontos é definida na rede ou em função de jogadas de rede. Dessa forma, valem as dicas:

  1. Se seu parceiro (que estava no fundo) vier para a rede, fique na rede. Não volte para o fundo em circunstância alguma, a não ser que seu parceiro leve um lob. Aí sim, é você quem precisa correr atrás da bola e devolvê-la para o outro lado da quadra da melhor forma possível (provavelmente com um novo lob, uma das melhores alternativas para retomar o controle do ponto). Se não, permaneça na rede e, mais do que isso, fique próximo do seu parceiro, fechando mais o meio da quadra. Outro detalhe: ao volear, se as bolas adversárias estiverem difíceis, foque-se apenas em bloquear, baixas, no meio da quadra, obrigando-os a tentar uma nova passada. Quando sobrar uma bola alta e mais fácil, aí sim busque os ângulos para definir o ponto.
  2. Experimente sacar e volear. Se tiver confiança (e destreza) para isso, faça. Para sacar e volear não é preciso um saque devastador. Ele é necessário para fazer aces. No saque-e-voleio não se busca aces, mas saques bem colocados, que compliquem a devolução adversária. O que isso quer dizer? Faça com que seu saque resulte em uma devolução que lhe permita dar alguns passos para dentro da quadra e interceptar a bola na linha do T para um primeiro voleio firme e seguro. Não necessariamente matador. Lembre-se: você provavelmente fará o primeiro voleio um pouco longe da rede, portanto, será difícil definir o ponto logo na primeira bola. Então, faça um bom primeiro voleio, dê mais alguns passos para a frente, fechando os ângulos, e tente finalizar em seguida, com uma bola mais fácil e mais perto da rede.
  3. Suba à rede nas devoluções. Ao perceber que conseguiu uma boa devolução, aproveite. Isso vai pressionar seu adversário e provavelmente você vencerá o ponto em seguida. Se seu oponente tem um segundo saque muito vulnerável, não pense duas vezes. Faça uma devolução cruzada firme e baixa (talvez até com slice), avance e intercepte a bola seguinte com o voleio. Lembre-se: se for pego longe da rede, faça um primeiro voleio mais seguro para só depois pensar em definir a jogada.
  4. A dupla que primeiro domina a rede, vence o ponto. Isso não é uma regra infalível, mas é verdade na maioria das vezes. Sendo assim, por mais que você goste de jogar no fundo, precisa começar a capitalizar as oportunidades de subir à rede e definir as jogadas. Se sua transição não é das melhores, trabalhe bem o ponto, mantenha a bola baixa e arrisque a subida algumas vezes. Não deixe que seus adversários tomem conta da rede. Com o tempo, isso vai lhe pressionar cada vez mais e levá-lo a erros.

Primeiro voleio

Você veio para a rede e precisa matar o ponto no primeiro voleio. Tire isso da sua mente. Muitas vezes, você será pego no caminho para a rede. Portanto, nesses momentos, não queira definir o ponto em um voleio difícil, longe da rede. Faça um bom primeiro voleio, firme e fundo, de preferência no centro  e espere uma oportunidade melhor para definir o ponto. O primeiro voleio prepara o ponto, raramente o define.

Lição 3

Nunca olhe para trás

O amarelo da bolinha de tênis é bastante atrativo. Essa cor foi elaborada para que o tenista e a plateia não percam a perfeita visão de sua trajetória. Porém, nas duplas, só quem deve ficar de olho grudado na bola é quem está diretamente envolvido na jogada. Se você está a todo momento vendo seu parceiro golpear é porque não está participando do jogo como deveria. Quando se está na rede, seu olhar deve se fixar, primeiro, no adversário que está executando o golpe. Depois, quando perceber que a bola não vai na sua direção ou que você não terá chance de interceptá-la, seu foco de visão deve estar no rival que está na rede. Esqueça a bola que passou por você. Ela é “problema” do seu parceiro. Se ela já passou, você nada pode fazer para ajudá-lo. E por que olhar para o tenista da rede? Porque, dependendo da movimentação dele, você poderá se antecipar. Enquanto se fica assistindo ao seu parceiro bater na bola, caso o oponente na rede resolva cruzar e interceptar a jogada, você será um “alvo”. Sua chance de se defender e proteger a sua quadra serão mínimas. Portanto, como diz a música, não olhe para trás.

Além disso, o fato de não olhar para trás também implica em confiar no parceiro, um ponto importante para uma boa dupla. Os parceiros precisam estar entrosados e confiando um no outro. A melhor (e única) forma de criar esse entrosamento é através de conversa. Por mais que você seja tímido, em dupla, troque algumas palavras com seu parceiro, nem que seja, pelo menos, para dizer qual estratégia de saque pretende usar. Acredite, quanto mais informações vocês trocarem, maior a chance de sucesso. Mesmo que vocês não sejam muito adeptos de falar durante a partida, deixe sempre um canal de comunicação aberto caso o jogo aperte. Nessas horas, é melhor acertar as estratégias na hora do que perder um game de saque importante, por exemplo.

Se vocês já estiverem bem entrosados, podem até nem precisar conversar entre si entre os pontos. Combinem sinais ou mesmo palavras-chave para que o parceiro já saiba tudo o que você quer que ele faça e o que você pretende fazer na jogada.

Se você está na rede, deve sempre observar o voleador adversário para tentar antever as jogadas

Lição 4

Treine golpes com os quais você não está acostumado

Quantas vezes você costuma usar slices nas simples? Algumas. E quantos slices de forehand? Talvez você nem saiba que esse golpe existe, mas existe, sim. E quantas devoluções chapadas ou bloqueadas você executa em uma partida de simples? Poucas, não é mesmo? Lobs? Voleios curtos? Backhands inside-out? Enfim, jogar duplas faz com que se tenha que usar um arsenal que, muitas vezes, você nem sabe que possui. Talvez até mesmo não possua e aí é que está uma das boas coisas dessa modalidade: ela faz com que você se torne um tenista mais completo, capaz de variar mais. Sendo assim, segue uma lista de coisas que você pode tentar e que dão bons resultados nas duplas:

  1. Se suas devoluções de topspin não estão surtindo efeito, está na hora de trocar para os slices ou para os bloqueios. Entre na quadra, pegue a bola na subida e jogue uma bola baixa para o outro lado da rede, dificultando a vida dos oponentes. E isso você faz pegando a bola de cima para baixo, com um bom slice firme (não daqueles que flutuam) ou mesmo um bloqueio. E não tenha medo ou vergonha de golpear o forehand com slice também. Pode ser um golpe feio, mas é eficiente.
  2. Se você é destro e está jogando na direita, ter um bom backhand inside-out é essencial, do contrário, vai sofrer para tentar tirar a bola do voleador, especialmente quando receber saques fechados.
  3. Seus adversários estão com a cara na rede o tempo todo? Lob neles. Lob com topspin, digamos, é para profissionais. Ele é bastante difícil de executar, mas, se conseguir, melhor. Se não, não se acanhe em apenas jogar a bola para o alto bem funda. Repito: funda. Apenas jogar a bola para cima é pedir para ver seus rivais finalizando o ponto com o smash. Uma boa dica para executar um lob é nos momentos de movimentação dos adversários. Por exemplo, se você está jogando contra alguém que saca e voleia, às vezes, vale a pena lobar o voleador, forçando o sacador a recuar.
  4. Ter uma boa técnica de voleio ajuda muito nas duplas, especialmente quando se domina os voleios curtos e angulados. Lembre-se: nem sempre é fácil executá-los, principalmente quando se está longe da rede.

Lição 5

A tática é mais importante do que a técnica

Entrar na quadra apenas para bater na bola e ver o que acontece pode até funcionar em um jogo de simples, mas, com quatro pessoas na quadra, é pouco provável que essa tática tenha algum resultado. Nas duplas, nem sempre os melhores tenistas, em termos técnicos, levam a melhor. Geralmente, quem compreende as estratégias, os espaços e deslocamentos do seu parceiro e dos rivais é que sai vencedor. Portanto, seguem algumas dicas valiosas que nem sempre funcionam nas simples, mas são ótimas nas duplas:

  1. Se você tem um primeiro saque devastador, ótimo. Porém, o sucesso nas duplas vai depender mais da sua estratégia de saque do que dos possíveis aces. Ter um bom aproveitamento de primeiro saque (profundo e colocado) é mais importante do que acertar um ace por game e dar a oportunidade de seus adversários atacarem vários dos seus segundos serviços. Uma boa porcentagem de primeiro saque vai manter seus rivais pressionados e dar mais chance para seu parceiro definir as jogadas na rede. Alterne saques chapados, slices e quiques.
  2. Não é porque você está sacando de um ângulo mais oblíquo que necessariamente precisa sacar aberto. O saque aberto, assim como nas simples, é sim uma boa opção, mas é bom lembrar que ele dá mais ângulo ao devolvedor, que pode tanto arriscar uma passada na paralela em seu parceiro que está na rede quanto executar uma cruzadinha que lhe trará problemas. Além de alternar efeitos, você deve alternar as direções do seu saque. Se você tiver um bom saque fechado (ou seus oponentes estiverem com problemas para devolver bolas no meio), vale mais a pena ir nesse caminho. Um saque no T dá menos ângulo ao devolvedor e pode fazer com que seu parceiro consiga interceptar mais bolas na rede, finalizando o ponto. Na dúvida, vale também sacar em direção ao corpo do devolvedor, dando-lhe menos tempo de reação.
  3. Na devolução, vale relembrar: esqueça a paralela. Você só vai arriscar devoluções na paralela em situações específicas. Uma delas é quando o adversário na rede está cruzando com muita frequência, interceptando suas bolas e matando o ponto. Aí, bater algumas bolas na paralela vai fazer com que ele fique mais alerta. Outra situação é quando o ângulo para executar a paralela é muito favorável – ou seja, quase nunca. De qualquer forma, sempre que for devolver na paralela você deve alertar seu parceiro para que ele possa se posicionar para tentar defender o voleio adversário. No entanto, em 99% das vezes, sua devolução deve ser cruzada.
  4. As melhores devoluções são cruzadas e baixas. Uma devolução cruzada tem maior índice de sucesso, pois passa pela parte mais baixa da rede e percorre uma distância maior. Se pouco antes já foi dito que o jogo de duplas se define na rede, então, dizer que é preciso ser agressivo não passa de uma redundância, mas, ainda assim, é bom reiterar isso. No entanto, ser agressivo não significa enfiar a mão em todas as devoluções e vê-las voando longe, dando pontos de graça para os oponentes. Muitas vezes, ser agressivo significa passar a devolução para o outro lado da quadra e fazer a dupla adversária jogar. Dê-lhes a chance de errar. Manter a bola sempre em jogo pressiona quem está sacando.
  5. Aprenda a se defender com bolas baixas. Lembre-se que jogar na defesa diante de uma quadra que é “defendida” por outras duas pessoas não é uma boa alternativa. E quando se pensa na defesa clássica, que se dá com bolas mais altas e lentas, isso é ainda pior, pois vai dar mais tempo e chance para os adversários finalizarem os pontos com voleios e smashes. Ou seja, o jogo de defesa deve ser utilizado em momentos precisos e, quando possível, com bolas baixas.

A australiana pode surpreender seus adversários, mas precisa ser bem combinada

Os dois parceiros podem jogar no fundo ao mesmo tempo?

Sim, podem, mas essa é uma formação que deve ser usada em uma situação específica de jogo: quando se está enfrentando um bom sacador e a segunda bola sempre sobra para o parceiro dele definir na rede. Diante disso, o parceiro do recebedor pode recuar para ter mais tempo de reação e tentar “segurar” o ponto da linha de base. No entanto, não se deve ficar muito longe do devolvedor. O lugar é em cima da linha de base para poder ter uma reação rápida caso o voleador tente deixadinhas ou voleios mais angulados em vez de profundos.

Quando a sua dupla estiver sacando, ficar os dois atrás não deve ser uma opção a não ser em casos extremos, em que o saque é muito fraco e o devolvedor está definindo o ponto logo na resposta, sem dar chance a quem está na rede ou no fundo de se defender. Nessa situação (terrível e bastante improvável de vencer o ponto), vocês estão dando toda a quadra para os adversários e preocupando-se apenas em tentar devolver a bola para o outro lado. Antes de optar por isso, tentem estratégias de saque diferentes para ver se conseguem reverter a situação sem dar o domínio de quadra para os oponentes.

Australiana – jogue como os profissionais

Às vezes, você vê os profissionais executando o que chamamos de “australiana”. Nessa jogada que serve para confundir o devolvedor, o sacador e voleador estão na mesma direção, próximos do centro da quadra, tática também conhecida como formação em “I”. Ela costuma ser usada quando o sacador está com dificuldade de confirmar o saque, sofrendo na mão dos devolvedores. Para realizar uma australiana, é preciso combinar bem a jogada, que provavelmente só será executada se o sacador acertar o primeiro saque. No segundo, o voleador fica muito exposto e dá mais tempo para o devolvedor angular a bola onde preferir. A melhor opção é sacar no meio (tirando os ângulos do devolvedor). Antes mesmo de o devolvedor bater na bola, o voleador já sabe qual lado vai cobrir (que pode, sim, ser o mesmo que seria em uma situação normal de jogo, ou então o oposto), assim como o sacador.


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