Grand Slam de areia

Por que o torneio de Aruba é considerado o maior torneio do mundo de beach tennis?

Por Marcela Evangelista em 12 de Dezembro de 2014 às 00:00

Em sua quinta edição, o torneio mais cobiçado por jogadores de beach tennis de todo o mundo inovou, quebrou recordes e correspondeu às expectativas dos jogadores. Enquanto os Grand Slams do tênis oferecem glamour ou shows de entretenimento, o torneio Divi Aruba Beach Tennis Open surpreende participantes e expectadores com beleza natural exuberante, além de muita energia positiva e atmosfera contagiante. Quem já foi, acaba voltando todo ano. Quem ainda não foi, promete ir no ano seguinte.

O torneio de Aruba aconteceu entre os dias 17 e 23 de novembro e distribuiu US$ 30 mil em premiação total para as duplas profissionais masculinas e femininas, a maior quantia já oferecida em torneios ITF, além de US$ 4.500 para duplas mistas e simples, categorias disputadas, em sua maioria, por jogadores profissionais, mas que não distribuem pontos para o ranking ITF. Estima-se que 800 jogadores, com idades de seis a 69 anos, tenham passado pelas 30 quadras (isso mesmo, 30!) montadas em Eagle Beach, uma das praias mais famosas de Aruba – as duas primeiras edições do evento foram realizadas em Moomba Beach, mas a organização precisou de mais espaço para acomodar o crescimento do evento, fazendo a mudança para Eagle Beach em 2012.

Ao todo, 26 países estiveram representados por jogadores em categorias profissionais (ITF) e amadoras, que são organizadas por nível (fun, intermediário e avançado) ou idade (Masters e Kids). Todas as categorias são disputadas nas modalidades duplas, duplas mistas e simples, mas também há as disputas por equipes, seja entre os jogadores profissionais (Nations Cup), seja entre amadores (Team Cup), nas quais joga-se uma melhor de três confrontos, sendo eles uma dupla masculina, uma dupla feminina e uma dupla mista. O formato assemelha-se ao da Hopman Cup, porém não há jogos de simples.

Ou seja, ainda que o Divi Aruba Beach Tennis Open seja o grande destaque do circuito profissional de beach tennis, qualquer beach tenista, mesmo um marinheiro de primeira viagem, pode se aventurar no maior torneio do mundo. Há categorias suficientes para acomodar todos os níveis e idades.

Nas categorias profissionais, válidas para o ranking mundial da ITF, as duplas campeãs foram a alemã Maraike Biglmaier e a italiana Camilla Ponti, além dos italianos Marco Garavini e Alessandro Calbucci.


O torneio é disputado em 30 quadras na praia de Eagle Beach

O melhor

O Divi Aruba Beach Tennis Open é, sem dúvida, um “Grand Slam” do beach tennis. Além de ser um G1, nível que oferece a maior pontuação para o ranking ITF, ele inova ao trazer elementos como telão na quadra central, praça de alimentação e uma área para ativação dos patrocinadores, onde eles têm a oportunidade de interagir com os jogadores e o público ou comercializar diversos produtos do universo do beach tennis, desde raquetes a vestuário. Se tais elementos são comuns em qualquer torneio profissional de tênis, ainda são uma novidade no beach tennis.

Aruba também se destaca pela grandiosidade do torneio: além de oferecer uma premiação em dinheiro três vezes maior do que o mínimo exigido pela ITF para torneios G1, é admirável a quantidade de quadras utilizadas e, principalmente, de pessoas que comparecem ao evento. Sem cobrar ingressos para a entrada no complexo, o torneio atrai um grande público que acompanha de perto os melhores jogadores do mundo e junta-se aos mais de 500 participantes amadores que lotam o complexo ao longo de todos os dias de evento.

É justamente a energia que todos (jogadores profissionais e amadores e espectadores) trazem para o evento que faz do Divi Aruba Beach Tennis Open um torneio tão especial. A animação de todos, seja em quadra ou torcendo, nos bate-papos pelo complexo, ou simplesmente admirando a beleza natural exuberante, confirma que Aruba é mesmo a Happy Island. A organização do torneio aproveita-se muito bem desse clima e não deixa ninguém ficar parado. O sistema de som leva música a todas as quadras, mas a central conta com um DJ exclusivo que comanda a festa (literalmente!).

A Amstel Bright Arena, com capacidade para 2 mil pessoas, é palco de jogos de altíssimo nível, mas também de um show da torcida, que ocupa cada um dos assentos disponíveis e faz muito barulho. O momento mais aguardado do torneio é a final da dupla masculina profissional (ITF), que acontece no domingo à noite. Após o término do jogo, as redes são retiradas e a quadra transforma-se em uma pista de dança. A festa de encerramento do torneio, comentada e recomendada por todos que já estiveram lá, não tem hora para acabar. Portanto, recomenda-se emitir a passagem de volta para segunda-feira, preferencialmente à tarde.

Para mais informações sobre o torneio e, claro, para já começar a se preparar para o ano que vem, visite o site oficial do evento:
www.divibeachtennisaruba.com


Brasileiros Vinícius Font e Joana Cortez se destacaram



Brasil

A presença de beach tenistas brasileiros é sempre marcante no torneio de Aruba e nesta edição não foi diferente. Além de trazer a delegação mais numerosa para o evento, nossos jogadores voltaram para casa com grandes resultados. O Brasil sagrou-se campeão da Nations Cup, derrotando a Itália na final. Nossa equipe contou com os atletas: Flávia Muniz, Joana Cortez, Samantha Barijan, Diego Carneiro, Marcus Ferreira e Thales Santos. Ainda que seja disputada por beach tenistas profissionais, a Nations Cup não dá pontos para o ranking da ITF.

Considerando apenas as categorias profissionais, dos 198 atletas, 34 eram brasileiros, 18 na chave feminina e 16 na masculina. Os destaques foram Samantha Barijan e Lorena Melo, que obtiveram o melhor desempenho entre as brasileiras ao alcançar a semifinal, e Joana Cortez e Flávia Muniz, que chegaram às quartas. Na chave masculina, os responsáveis pelos principais resultados do Brasil foram Vinícius Font, brasileiro melhor colocado no ranking mundial, que alcançou a semifinal ao lado do italiano Alex Mingozzi, e a dupla formada por Thales Santos e Marcus Ferreira, que também caiu na semifinal.


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