Em busca do ouro chinês

Em agosto, Pequim recebe os jogos olímpicos, com milharesde atletas, jornalistas e também turistas

Gustavo Pereira em 30 de Julho de 2008 às 08:39

Para um atleta, disputar as olimpíadas é o objetivo de uma carreira. Para as grandes cidades do mundo, sediar os jogos olímpicos - que significa prestígio e retorno financeiro - também é uma meta. e, pela terceira vez na história, o maior evento esportivo do mundo volta à Ásia. Depois de passar pelo japão (tóquio em 1964) e Coréia do Sul (Seul em 1988), chegou a vez de a China receber tenistas, corredores, boxeadores, esgrimistas e também turistas para mostrar, de uma vez por todas, por que é a nação que mais cresce no mundo.

Pequim (ou Beijing, que significa capital do norte) é a sede do governo da China desde 1421, mas, durante 38 anos (de 1911 a 1949), a capital foi transferida para nanquim (capital do sul) até a Guerra Civil e a instauração da república Popular da China. a sede das olimpíadas 2008 - que durante a antiguidade era um símbolo da tradição do império - agora mistura o clássico com o moderno, especialmente após a abertura do mercado chinês.

A cidade, com mais de 15 milhões de habitantes, representa a grandiosidade da economia da China, que nas últimas três décadas anotou média de 10% de crescimento ao ano. Por isso, a nação mais populosa do mundo - com mais de 1,3 bilhão de pessoas - é responsável por quase 8% da economia mundial. Há oito anos, esse número era apenas a metade. a mudança começou nos anos 80, quando o país se integrou ao mundo financeiro a partir da abertura de capital. Cada vez mais empresas, inclusive do Brasil, foram se aventurar no outro lado do mundo aproveitando as facilidades, como isenção de impostos e mão-de-obra barata.

Longe
assim como para os atletas que sonham em participar das olimpíadas, o caminho dos turistas até a China também é complicado. Sair do Brasil para Pequim é uma "maratona". nenhuma companhia aérea tem vôos diretos. Por isso, é preciso paciência. a forma mais rápida de viajar é através da Lufthansa. São "apenas" 25 horas de viagem, por aproximadamente r$ 5.300,00 (o vôo mais barato), com escala em frankfurt, alemanha. Para conseguir essa tarifa, é preciso comprar a passagem com cerca de seis meses de antecedência. Pela emirates, o peso no bolso é menor, por volta de r$ 3.500, mas são 26 horas e 45 minutos de vôo e uma parada em Dubai.

No entanto, o interessado em dar um pulinho no "País Vermelho" precisa ir até Brasília e passar na embaixada da China. É obrigatório um visto para entrar lá. Mas, conseguir a autorização para pisar em solo chinês é rápido. o visto sai uma semana após o pedido e dura três meses.

O procedimento custa r$ 210 e é simples, basta levar passaporte, foto, formulário preenchido e a cópia da passagem de ida e volta.

ONDE FICAR E ONDE IR?
Todos os vôos chegam no aeroporto internacional de Pequim, localizado a 27 km do centro da cidade. uma corrida de táxi custa aproximadamente 100 yuan, pouco mais de r$ 23. uma boa opção de hospedagem é o luxuoso hotel Grand Hyatt. além de todo o conforto, ele fica em cima do shopping oriental Plaza, uma boa opção já que seguramente ninguém deixará de trazer as novidades chinesas. a diária, em quarto duplo, custa cerca de r$ 2.000 na época das olimpíadas. Depois, ela volta para cerca de r$ 600.

Praça da Paz Celestial

O Grand Hyatt ainda fica próximo à Cidade Proibida, um famoso complexo de palácios construídos a partir de 1406 pelo imperador Yongle. Durante 500 anos, 24 imperadores das dinastias Ming e qing habitaram local. nesse período, os cidadãos comuns não podiam passar pelos portões do palácio onde vivia o imperador, sua família e parte do governo. São mais de 10 mil quartos em uma área de 730 mil metros quadrados. já o Si He Hotel fica próximo ao Hyatt, porém é mais barato. São r$ 170 por diária durante os jogos. Basta caminhar por 15 minutos para chegar até a rua Wangfijiing, considerada o coração de Pequim. no centro turístico e comercial da cidade, o visitante encontra centenas de lojas, dois shopping centers, restaurantes e artesanato. a rua é um exemplo da complexidade atual da China, pois reúne a modernidade - com hotéis de luxo e até McDonald's - com coisas tradicionais, como os pequenos restaurantes, onde o turista pode arriscar e comer um espetinho de escorpião ou de gafanhoto.

Quem prefere economizar pode optar pelo Peking Downtown Backpackers accommodation, considerado o melhor albergue da cidade. São r$ 40 por um quarto triplo com tV. Melhor do que o preço, ele fica próximo à Praça da Paz Celestial (tiananmen), local que ficou famoso pelos protestos estudantis pela democratização da China em 1989. o governo chinês afirma que ocorreram 300 "casualidades". o jornal new York times diz que esse número ficou entre 300 e 800. os estudantes e a Cruz Vermelha chinesa garantem que cerca de 3.000 pessoas morreram.

Cidade Proibida

Apesar desta mancha sangrenta em seu passado, o local é a maior praça do mundo, com 400 mil metros quadrados e um dos principais pontos turísticos de Pequim. os visitantes também podem conhecer o Monumento dos Heróis do Povo, primeira obra encomendada por Mao tse tung, pai da revolução. Por isso, qualquer tipo de homenagem ao ditador, seu governo e história do país será encontrada neste museu.

A MURALHA

Grande Muralha

Por fim, nenhuma viagem à China está completa sem uma visita à Grande Muralha. o monumento, construído entre 5. a.C e 16 d.C, possui 5.300 km de extensão, mas não passa diretamente pela capital chinesa. no entanto, todos os hotéis organizam excursões. afinal, a Muralha é o cartão de visita do país.

O trecho mais próximo à Pequim é o de Badaling, que fica a uma hora e meia de ônibus. Por causa da proximidade, uma multidão se dirige ao local e, às vezes, fica difícil caminhar pela região. Por isso, outra opção é Mutianyu. uma viagem um pouco mais longa, entretanto, com mais tranqüilidade no destino.

Para circular por Pequim, a melhor opção é o metrô, que recebeu investimentos e ganhou novas estações nos últimos anos devido às olimpíadas. o bilhete custa de 2 a 3 yuan (menos de um real), e todas as paradas possuem avisos em inglês. quem quiser ver a cidade pode pegar táxis, pois são baratos e toda a frota foi atualizada recentemente. o problema é conseguir se comunicar com os motoristas. Muitos deles não falam inglês. a forma mais segura de garantir sua chegada ao destino é ter o endereço escrito em caracteres chineses.

Estádio olímpico de tênis em Pequim

TÊNIS
Nas olimpíadas 2008, o tênis será disputado durante a semana de 11 a 17 de agosto. esta será a sexta participação da modalidade nos jogos, após sua volta em 1988, e a 15º no total. na primeira olimpíada moderna, em atenas 1896, o tênis esteve presente e a medalha de ouro ficou o britânico john Boland, um estudante que estava na Grécia para uma escavação arqueológica e foi incentivado a entrar na chave. Somente quatro anos depois, em Paris, as mulheres também disputaram a modalidade.

O tênis esteve em todas as olimpíadas até 1924 e alguns dos grandes nomes do esporte ganharam o ouro nesta época, como a francesa Suzanne Lenglen (antuérpia 1920) e a norte-americana Helen Wills Moody (Paris 1924). a partir daí, com o crescimento do profissionalismo entre os jogadores, o tênis foi retirado da competição, que sempre prestigiou o amadorismo.

Mais informações: http://www.embchina.org.br

Em 1968, na Cidade do México, o esporte voltou, mas apenas como exibição. em Los angeles 1984, também houve disputa, mas apenas para tenistas com até 21 anos. quatro anos mais tarde, em Seul, por intermédio de juan antonio Samaranch, presidente do Comitê olímpico internacional e fã de tênis, a modalidade rompeu a barreira do profissionalismo nos jogos, pavimentando o caminho que traria o "Dream team" de basquete norte-americano em 1992. em seu retorno em 1988, a competição não dava pontos aos tenistas, que muitas vezes deixaram de defender seus países para continuar ganhando pontos e dinheiro no circuito convencional. Mesmo assim, a alemã Steffi Graf (Seul 1988), o norte-americano andre agassi (atlanta 1996) e o russo Yevgeny Kafelnikov (Sydney 2000) foram alguns dos que deixaram a parte financeira de lado para ganhar o ouro. em Seul, Graf completou o "Golden Slam", ou seja, venceu todos os Grand Slams da temporada, mais as olimpíadas. a partir de atenas 2004, contudo, os jogos passaram a contar pontos no ranking da atP e Wta. isso trouxe de volta os melhores tenistas do mundo. a melhor colocação do Brasil foi o quarto lugar obtido por fernando Meligeni em 1996, quando perdeu para o indiano Leander Paes. em 2008, teremos quatro representantes: thomaz Bellucci e Marcos Daniel, em simples, e andré Sá e Marcelo Melo, nas duplas.


Torneio

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