Instrução Técnica

Bola de meio

Bola boba no meio da quadra, o que fazer? Saber dominar ou até finalizar o ponto aproveitando-se delas é crucial em uma partida de tênis, portanto, conheça as melhores alternativas

Por Carlos Omaki em 29 de Agosto de 2014 às 00:00

EM TODOS OS NÍVEIS DE JOGO, um dos aspectos mais importantes para ter bons resultados é a forma com que o tenista aproveita as bolas de meio de quadra ou mesmo as falhas do adversário. Quem não for capaz de dominar ou definir o ponto a partir daí geralmente está em maus lençóis.

O jogo sem atacar as bolas de meio se torna defensivo, ineficiente e dependente de erros do adversário. O bom aproveitamento delas gera insegurança e pressão no rival, que cometerá mais erros procurando segurar o oponente no fundo da quadra, tentando dificultar suas investidas ofensivas.

Saber jogar essas bolas de meio de quadra vai fazer com que o maior devolvedor corra riscos e tente sair de suas características de jogo, permitindo que o jogador ofensivo imponha seu ritmo. Portanto, seja criativo, oportunista, agressivo, confiante e vença seus jogos sem depender única e exclusivamente dos erros dos oponentes.

Serena Williams

Avaliação

A estratégia número um de todos os jogos deveria ser avaliar se o seu adversário vai entrar cometendo erros, tornando sua vida mais fácil, ou seja, apenas colocando bolas em quadra você sairá vencedor, podendo até esperar para estar na frente no placar para se aventurar, arriscar e até treinar jogadas e golpes.

Jogo iniciado, a próxima aposta será na resistência física e mental. Para isso, suas forças devem ser demonstradas, sua capacidade de definição, sua criatividade e seu “poder de fogo”, obrigando seu oponente a estar exaustivamente concentrado para manter a qualidade das bolas de fundo e você fora de situações de ataque.

Agora, então, temos um jogo de tênis em quadra. Dois jogadores que terão de lutar, esgrimir e pensar em um “xadrez físico”, buscando falhas e pontos vulneráveis do físico, da movimentação, da parte mental e da técnica um do outro. E todo ter esse trabalho para que, se os erros absolutamente não forçados não acontecem?

Para forçar a falha do rival, fazendo com que suas batidas percam qualidade e favoreçam uma situação e posição (em quadra) de iniciativa, ataque e definição ou indução ao erro. Só assim chega-se ao ponto X da "competição", em que cada um irá demonstrar o quanto está preparado para vencer efetivamente a disputa dos pontos e do jogo como um todo.

Estratégia

Para alcançar isso, é necessário estar atento, alerta e disposto. Esse estado de prontidão tem basicamente dois aspectos: mental e físico. O mental é estar preparado emocionalmente para aproveitar essas falhas, para que a percepção de uma bola mais curta, alta ou que flutue no meio da quadra aconteça em uma fração de segundos e a tomada de decisão seja igualmente rápida. Do contrário, uma bola mal batida pelo seu adversário e que poderia ser até aproveitada como um winner, pode se tornar uma deixada ou uma bola difícil de chegar e que o coloca em situação oposta, de defesa, e em má posição na quadra devido a uma percepção ou decisão atrasada.

O físico nesse caso mistura-se com técnico em uma questão de estar fisicamente ativado em posição de alerta, de prontidão ou “em guarda”, ficando bem posicionado com um bem equilibrado “split-step”. Isso é necessário para executar bem a técnica do golpe escolhido para atacar a bola falha do seu oponente, que poderá ser um winner, um approach (golpe de aproximação), uma bola angulada, uma deixada ou mesmo um swing volley.

Aqui, vamos ajudá-lo a realizar seus golpes com eficiência em um “guia de bolas de meio de quadra”, melhorando seu aproveitamento e ajudando a tornar seus jogos mais divertidos e emocionantes.

Winner

Esta opção deve ser a escolhida quando você conseguir chegar para bater a bola de meio acima do nível da rede. Nesta situação, o golpe deve ser o mais chapado (flat) possível. Será uma batida direta no alvo, sem efeitos, sem curvas. O melhor movimento de pernas para essa jogada é o “power step” e o melhor apoio de pernas o “semi open stance”, como demonstrado nesta sequência de imagens. O alvo do golpe deve ser o que ataque mais a movimentação do adversário, aproveitando a sequência da jogada.

Para aproveitar as bolas de meio, primeiramente, é preciso estar atento, depois, fazer um “split-step” para ficar bem equilibrado

Diante de bolas que estão abaixo do nível da rede, a melhor opção é um approach, preferencialmente na paralela

Approach

Neste caso, você avançou na quadra e a bola de meio está abaixo do nível da rede. Os approaches podem ser realizados com os efeitos topspin ou slice. O melhor movimento para essa jogada é o “hoops” (sobrepasso) e o apoio de pernas é o neutro, conforme demonstrado nas imagens. O alvo da batida deve ser principalmente as paralelas, que facilitam a cobertura dos ângulos e, consequentemente, a aproximação à rede.

Bolas anguladas

Esta escolha deve ser feita quando a bola de meio está próxima da linha lateral da quadra de qualquer lado, ou mesmo fora da quadra, oferecendo bons ângulos de batida com a bola em qualquer altura, principalmente média ou baixa. O efeito a ser usado pode até ser slice, mas haverá muito mais eficiência com topspin, principalmente por ele por favorecer uma batida com bastante aceleração. Nas imagens você vê que o movimento indicado é o pivô com o pé da frente e o apoio é o neutro. O alvo da jogada deve ser o bico do T do lado oposto ao golpe.

Se a jogada “sobrar” perto da lateral da quadra, opte por golpear uma bola angulada com topspin ou mesmo com slice

Quer surpreender seu adversário? Em vez de usar a força, experimente um dropshot. Ele vai ficar “desconcertado”

Deixada

Esta deve ser uma opção “surpresa” e pode ser usada com a bola de qualquer altura. No entanto, ela será golpeada de baixo para cima quando a bola estiver ou chegar abaixo do nível da rede. O efeito deve ser obrigatoriamente o slice que, neste caso, precisa ter bastante efeito e pouco peso, com o objetivo de “frear” ou parar a bola ao tocar no solo. Os tenistas mais habilidosos podem usar o sidespin. O movimento de pernas de chegada é neutro. Porém, se houver atraso na chegada e a quadra for de saibro, a maioria dos jogadores escorrega com a perna em open stance. O apoio para o backhand e, preferencialmente, para o forehand também precisa ser neutro. O alvo deve ser as cruzadas.

Swing volley

Esta é uma das melhores opções para se antecipar e aproveitar de forma ofensiva bolas que flutuam altas no meio da quadra. O efeito usado é o topspin. Este golpe é normalmente executado em movimento, mas, se a antecipação for precisa, pode ser feito com a mesma movimentação de pernas dos approaches e com apoio neutro. O alvo deve obedecer a sequência da jogada, lembrando que, se o golpe for realizado longe da rede ou antes da linha de saque, funcionará como um approach no que diz respeito ao posicionamento e movimentação após o golpe, favorecendo as batidas na paralela.

Uma das melhores maneiras de antecipar e aproveitar para atacar bolas que flutuam altas no meio da quadra é o swing volley


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Artigo publicado nesta revista

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