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| Nicolas Lapentti, o herói da classificação equatoriana |
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| Guga assistiu ao confronto de perto |
A FESTA estava armada. Os convidados, em média 5 mil nos três dias, esperançosos. O clima era de euforia. Diante de um adversário sem tradição, com dois tenistas piores ranqueados do que os nossos, a certeza de que o Brasil voltaria ao Grupo Mundial da Copa Davis após seis anos era evidente; consenso geral para qualquer um que arriscasse um palpite para o confronto. Porém, receoso, Gustavo Kuerten alertava, ainda na sexta-feira, para o talento e a experiência do amigo Nicolas Lapentti. Embora mostrasse otimismo quanto às chances brasileiras, o mais ilustre dos torcedores ressaltava o largo currículo do ex-parceiro de duplas e, inclusive, de seu irmão mais novo, que como sob a "proteção" do irmão mais velho poderia se encher de confiança mesmo jogando fora de casa.
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| Daniel venceu Giovanni |
Com dois tenistas entre os 70 do mundo nas simples e dois (três, contando o reserva Bruno Soares) entre os 40 nas duplas, a equipe brasileira era franca favorita diante dos equatorianos, que traziam apenas o 140º e o 211º do ranking. Porém, em termos de Copa Davis, os rivais eram mais experientes, assim como já havia alertado o próprio técnico equatoriano no início da semana. O mais velho dos irmãos, Nico, aos 33 anos, trazia na bagagem um currículo de fazer inveja aos tenistas brasileiros. Ex-número seis do mundo e com cinco títulos de ATP ao longo da carreira, é ainda um nome que merece (e não vinha tendo antes do confronto) muito respeito. O caçula, sete anos mais novo, surgiu como promessa, mas não viu sua carreira se desenhar como a do irmão. Porém, ao contrário de Daniel e Bellucci, chegou a disputar o Grupo Mundial da Copa Davis em 2001, experiência que viria a ser fundamental no desenrolar do confronto.
Para os supersticiosos, a fria e chuvosa manhã de sexta-feira, 18 de setembro, já indicava que algo não estava indo bem em Porto Alegre. O fantasma da eliminação contra os espanhóis em 1998 parecia estar disposto a passear mais uma vez pela capital gaúcha, mas o imenso favoritismo da equipe do capitão Chico Costa não deixaria que a torcida do sul do País sofresse mais essa decepção. O cenário estava exatamente como os brasileiros desejavam. Embora sob muitas dificuldades, o número um do Brasil, Marcos Daniel, confirmou o melhor ranking e venceu o número dois dos visitantes, o caçula Giovanni. A vitória por 3 sets a 1 animou a torcida, que já ameaçava lotar o Gigantinho. Com 1 a 0 no confronto, o comentário entre os especialistas era de que uma vitória nos próximos dois jogos serviria para colocar o Brasil perto da volta ao Grupo Mundial da Davis, já que havia uma grande certeza de que Bellucci ganharia com tranquilidade de Giovanni na última partida.
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