Fora das quadras, artistas, personalidades, músicos e modelos. Dentro delas, os melhores tenistas do planeta brigando por dois dos mais importantes títulos da temporada. Em março (e início de abril), este foi o cenário das cidades norte-americanas de Indian Wells e Miami, que receberam os tradicionais torneios da ATP e da WTA. Além de ver em ação os principais nomes do tênis mundial, este período também serve para analisar as reais condições das grandes estrelas, que terão ainda uma longa temporada pela frente.
Nadal mostrou seu talento... e seu limite
Os especialistas apontavam uma bela briga pelo posto de número um do mundo em 2009. O foco principal era a disputa entre Rafael Nadal e Roger Federer, mas havia quem apostasse que Novak Djokovic, Andy Murray, ou até mesmo Juan Martin del Potro pudessem incomodar a posição ocupada pelo espanhol no topo do ranking.
Porém, frustrando um pouco estas esperanças, Nadal iniciou o ano de forma arrasadora. Venceu o primeiro Grand Slam na Austrália e o primeiro Masters 1000, em Indian Wells, aumentando ainda mais a larga vantagem sobre os rivais.
No entanto, como afirmou a imprensa espanhola: "Nadal também é humano". E como qualquer um de nós, tem um limite. E este limite, físico e mental, chegou para o melhor do mundo em Miami. Ele se arrastou até as quartas, tomando sufoco do português Frederico Gil e do suíço Stanislas Wawrinka. Diante de Del Potro, contudo, sua sorte não foi a mesma.
Grand Slam na mira
Em grande fase desde o final do ano passado, o britânico Andy Murray vem confirmando o bom momento a cada torneio na temporada. A regularidade impressiona, e o jovem já acumula três títulos e uma final em 2009. Se a campanha em Indian Wells - com mais uma vitória sobre Federer, na semi - já bastava para comprovar sua constante evolução, o título em Miami coroou de vez o grande tênis exibido nos últimos meses. Seu estilo é repleto de variações táticas e contra-ataques extraordinários.
Aos 22 anos, este escocês, ainda tímido fora das quadras, já se comporta como um veterano dentro delas. Os mais críticos sempre vão questionar: "E o Grand Slam?" Mas, se continuar neste ritmo, o primeiro Major da promissora carreira não deve demorar.
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Agressivo, determinado...
Em momento distinto, ainda buscando seu melhor tênis neste ano, Novak Djokovic mostrou muita personalidade nas quatro semanas de torneios nos Estados Unidos - principalmente em Miami. Jogando sempre de forma agressiva, superou dois "traumas" antes de chegar à primeira grande final da temporada. Primeiro bateu o francês Jo-Wilfried Tsonga, que havia o vencido em quatro de cinco partidas. Depois passou por Federer, contra quem só vencera em apenas dois de sete jogos. Apesar da evidente melhora em relação ao começo do ano, terá a árdua tarefa de manter a terceira colocação no ranking, pois defende muitos pontos na temporada de saibro. |
O salvador da pátria
Em uma semana que entrará para a história como uma das mais dolorosas do esporte argentino, graças à humilhante derrota da seleção de futebol nacional por 6 a 1 para a Bolívia, o melhor tenista do país, Juan Martin del Potro, conseguiu amenizar um pouco a dor de seus compatriotas. Delpo alcançou "a maior vitória da carreira", segundo suas próprias palavras, em Miami. Embalado, fez o melhor jogo do torneio contra Nadal. Chegou a estar perdendo por 3 a 0 no terceiro set, mas virou e venceu o "imbatível" espanhol. De quebra, se vingou da derrota para o "Touro" nas quartas em Indian Wells. Na volta à Argentina, foi ovacionado por 40 mil pessoas durante partida de seu time de coração, o Boca Juniors, em plena La Bombonera.
Interminável Roddick
A cada virada de ano, as previsões são cada vez menos animadoras para o dono do saque mais potente do planeta. Porém, com uma regularidade impressionante, o norte-americano sempre se mantém entre os melhores do mundo. Para quem achou que Roddick não tinha mais lenha para queimar, a parceria recém firmada com Larry Stefanki veio para provar exatamente o contrário. O ex-técnico de Fernando Gonzalez botou o garotão de 26 anos para correr, treinou devolução e aprimorou a sua esquerda - ainda o golpe mais vulnerável. Estava difícil de segurá-lo. Só parou em Nadal, em Indian Wells, e em Federer, em Miami. De consolo, o título em duplas na Califórnia, ao lado do amigo e compatriota Mardy Fish.
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