O tênis é um esporte clássico. Tem charme, história, e ainda hoje sustenta um valioso manual de comportamento que deve ser seguido por praticantes e admiradores. Mas, isso está longe de significar que não é um esporte repleto de diversidade. Tem tenistas destros e canhotos e isso é normal. Porém, existe até destro que joga com a esquerda e vira número um do mundo, como Rafael Nadal. Há alguns que batem o backhand com uma mão e outros que golpeiam com as duas.
No entanto, existem os Fabrices Santoros que batem tudo com as duas mãos - até para volear, ou fatiar a bola em um slice, não tiram nenhuma mão da raquete - criando uma arte quase impossível de imitar. Há também os que gostam de jogar no fundo, os que preferem buscar a rede, os que adoram dar um smash pulando como Pete Sampras, ou os que inventam de golpear a bola por debaixo das pernas, imitando o genial Guillermo Vilas. Tem os que gritam - como Maria Sharapova -, os que xingam o árbitro - como John McEnroe -, os que dão raquetadas na própria cabeça - como Mikhail Youzhny -, os que usam roupas chamativas - como Bethanie Mattek -, enfim, há maluco para tudo.
Mas, no meio desta "maluquice" toda, uma dupla de irmãos norte-americanos consegue chamar ainda mais a atenção por unir tantas características diferentes. Se você é o tipo de pessoa que adora uma surpresa, uma novidade, ou algo extravagante além do simples jogo de tênis rotineiro; a história - curiosa e inusitada - e as habilidades - pouco ortodoxas - destes dois rapazes seguramente vão lhe cativar. Se os irmãos gêmeos Bob e Mike Bryan são a dupla mais famosa do tênis na atualidade, Dann e Brian Battistone são a mais "inovadora". Ainda distantes das primeiras posições do ranking, os Battistone formam uma parceria que, apesar de não ter o sucesso dos Bryan nas competições, pode ser apontada como a mais espetacular, ou espetaculosa, do circuito.
Quando eram mais jovens, os dois tentaram a carreira profissional, mas não tiveram sucesso. Hoje, Dann, com 32 anos, e Brian, com 29, estão de volta ao tênis disputando torneios de duplas. Junto com eles, em todos os torneios, viaja o irmão mais velho, Mark, ex-professor de línguas em Los Angeles, que agora serve como técnico e manager da parceria. Eles se profissionalizaram em maio de 2007 e, no ano passado, saíram do número 700 do ranking para o top 200. Contudo, definitivamente, não é esta incrível ascensão que faz deles uma atração.
Assim como os irmãos Jensen, Luke e Murphy, que na década de 1990 davam um show a parte em suas partidas, os jogos dos Battistone também são entretenimento garantido. Apesar da irreverência e das "coisas estranhas" que os Jensen faziam em quadra, eles chegaram a ter algum sucesso, além do fato de serem uma espécie de Harlem Globetrotters do tênis. Os Battistone seguem a mesma linha, mas suas performances e técnicas chegam a ser ainda mais "loucas" do que as dos Jensen.
Primeiro lugar (in)comum: a raquete
Nos primeiros dias de 2009, os irmãos estavam no Aberto de São Paulo. Eles não conseguiram vaga na chave principal, mas, mesmo assim, chamaram muita atenção do público por usarem uma raquete nada convencional. Com dois cabos, o modelo inventado por Lionel Burt, em Los Angeles, e que recebeu o nome de "The Natural" virou atração até mesmo para quem estava no Parque Villa Lobos só para fazer uma caminhada. "A raquete chama atenção em todos os lugares que a gente vai. Todo mundo quer saber o que é isto", conta Brian. Na internet, existem comentários que se referem a ele como "um dos irmãos crazy (malucos) que jogam com aquela raquete esquisitona".
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