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*Atenção desavisados e ingênuos: Esta matéria é uma sátira! A Revista TÊNIS, assim como você, leitor, e todos os tenistas sérios do mundo, ABOMINA esse tipo de atitude. |
Para alguns, é involuntário. é um erro. um equívoco. Para outros, uma interpretação diferente das regras. Para outros, contudo, é um desvio de caráter, uma sem-vergonhice deslavada, uma cara de pau tremenda. seja como for, quem nunca "garfou" numa partida de tênis que atire a primeira pedra.
Brincadeiras a parte, não queremos aqui promover a falta de desportividade. Mas não há como não retratar a conduta de um dos principais personagens do mundo do tênis. Ele é onipresente. Está em todos os clubes, academias, torneios. Quando ele aparece, os que conhecem sua fama já saem de perto. o "garfador" é uma figura obrigatória em todas as rodas de tênis.
Ele é aquele cara que vem com um 'out' naquele momento-chave do jogo e que desestabiliza qualquer um. é aquele que não tem medo de cantar fora qualquer bola perto da linha. é aquele que se faz de vítima se percebe que você notou suas artimanhas. é aquele de quem você vai duvidar sempre, não importa se ele resolver não usar sua estratégia escusa. é aquele para quem o importante definitivamente não é competir, mas ganhar e, para isso, é capaz de tudo.
Para esse cara, a expressão "sua fama o precede" cai muito bem. Todo clube tem o seu garfador principal, o número um, que é motivo de chacota ou mesmo de repúdio. Este tipo de profissional "da metida de mão", na verdade, sempre deixa legado. é uma raça que, por mais que se tente exterminar, nunca é extinta. Eles sempre procriam por aí.
A mente dele funciona de maneira simples: se não ganho no jogo, ganho no antijogo. Ele não tem problema em admitir isso para si mesmo, porém nunca o fará em público e tentará esconder esse desvio de personalidade até a morte. Pobre, mal sabe que sempre será flagrado e taxado como um garfador. Para ele, vale a máxima: bola que pega mais para fora da linha do que dentro dela, é fora. há casos ainda piores, até clínicos, de gente que não se contenta com a "surrupiada" leve e parte para o total descaramento na hora de "meter a mão" em uma bola.
Mas, enfim, a verdade é que cada garfador tem uma técnica infalível para ludibriar o oponente. Conversamos com alguns, que não quiseram se identificar (por razões óbvias), que são mestres nesta cultuada arte da "ladroagem" tenística. Com isso, montamos um manual de regras de conduta para que você, aprendiz de garfador, torne-se um verdadeiro connaisseur.
Regras de conduta do bom garfador Três regras básicas:
- Bola dentro, mas perto da linha, é fora.
- Bola na linha é fora, com certeza.
- Bola fora é muito fora!
Técnica fundamental para indicar uma bola fora:
- Levante o indicador (sinal convencional para dizer que uma bola foi fora), faça uma cara de desapontamento e diga "Out" secamente, sem forçar. O segredo está em acreditar internamente que a bola foi mesmo fora, apesar de ter sido boa.
- Marque sempre com convicção. Portanto, levante o indicador imediatamente e nem encoste na bola que saiu se ela vier em sua direção! Pois ela saiu, não é mesmo?!
- Se o adversário insistir em perguntar se a bola foi boa ou ruim, reafirme: "Out" e, agora com cara de: "Putz, meu velho, saiu um pouquinho". Faça um sinal com polegar e indicador mostrando quanto teoricamente a bola saiu.
Técnica equivocada:
- Nunca caia no erro de pegar uma bola no ar, antes de sair, e gritar: "Out". Isso é para garfadores amadores e inexperientes. Esse tipo de técnica denuncia o seu status como garfador e dá ao adversário a oportunidade de ganhar o ponto, pois você pegou uma bola ainda no ar. Se você faz isso, meu amigo, perdão, mas devemos dizer que sua técnica está completamente equivocada. Abandone-a ou terá problemas.
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