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Revista Tênis  
 

Prevenir é o melhor remédio
Se você seguir algumas regrinhas básicas na hora de se exercitar, perceberá que evitar lesões não é tão complicado quanto parece

Por Maria Luisa Afonso de André


Em artigo na edição 52, tratamos de um dos maiores terrores do tenista amador: o tennis elbow. Vimos algumas de suas possíveis causas e o que fazer quando a patologia já se instalou. Hoje vamos nos ocupar um pouco da prevenção de lesões em geral. Algumas não podem ser evitadas, pela própria natureza de sua ocorrência. Um tombo na quadra, ou uma torção, esse tipo de coisa acontece e não temos poder sobre elas. Mas muitas outras podemos, sim, evitar, se formos mais atentos e cuidadosos com nosso organismo.

Em princípio, o tenista amador quer mesmo é saber de estar na quadra e jogar, seja por puro lazer, seja porque o tênis é o que o mantém equilibrado psíquica e fisicamente – ou seja, funciona como uma terapia, uma compensação às atribulações da vida diária. Isso é válido e, até certo ponto, muito bom! Mas é preciso, apesar de menos prazeroso, eu sei, preparar o organismo para as exigências da prática e reequilibrá-lo do desgaste que todo esporte traz. E, é sempre bom lembrar, o tênis exige bastante do aparelho locomotor e do sistema cardiovascular. Já falamos disso em outras ocasiões: esporte assimétrico, com piques curtos e rápidos.

Em geral, a instalação de uma lesão passível de prevenção não se dá subitamente. Ela é o resultado, às vezes, de uma combinação de pequenas coisas que ao longo do tempo, juntas, têm potência suficiente para aparecer. Outras vezes a causa é gritante, mas vai-se empurrando a situação com a barriga, usando antiinflamatórios, relaxantes musculares, ou simplesmente ignorando-a. Isso porque não temos cultura esportiva de nos cuidar para compensar os desgastes causados pela prática em quadra. Como disse acima, o que se quer é jogar e ponto.

Também já comentei anteriormente sobre a formação de hábitos. O ser humano é um ser baseado em rotinas. Muito hábito sem jogo de cintura, com pouco espaço para o inusitado, não é bom. Mas não ter hábitos e viver cada dia de um jeito não nos dá raízes e consistência para realizar feitos, em qualquer área da vida. Em relação ao nosso tema de hoje, há de haver uma prática paralela à da quadra, regular, perseverante, consistente, para se manter distante de lesões e ter o aparelho locomotor em ordem. Não há mágica. A boa notícia é que essa prática não precisa ser tão extensa e proporcional ao tempo que se passa na quadra jogando. A dificuldade maior está na instauração do hábito e não no tempo dispensado a ele.

O fator fundamental então para prevenir lesões é ter uma prática concomitante ao esporte, destinada a reequilibrar musculatura, tendões, articulações e alinhamento postural. Escolha a mais apropriada a seu perfil e inclua-a na sua rotina. Se for um bom método, duas a três vezes por semana, por meia hora, será suficiente (para sugestão de prática vide artigos publicados pela professora Maria Luisa na Revista TÊNIS nas edições 49 e 51). Um trabalho semanal com um profissional também poderá ser uma boa fórmula.

Lembre-se sempre

Há outros aspectos a serem considerados em relação à prevenção. Comento:
1- Aquecimento. Muito desprezado ainda hoje, dez minutos de aquecimento antes da quadra pode ser decisivo para não se machucar. Aqueça as articulações e os grandes grupos musculares antes de entrar em quadra. Inicie o bate-bola com suavidade de gestos e deslocamento, intensificando o esforço progressivamente.

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