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| Marcos Daniel |
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| Franco Ferreiro |
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| Thomaz Belluci |
Demorou três anos, mas os brasileiros, enfim, se fizeram prevalecer na Copa Petrobras. Com dois títulos (Marcos Daniel, em Bogotá, e Franco Ferreiro, em Assunção), um vice (de Daniel, em Buenos Aires) e outras boas atuações nas cinco etapas do evento, tenistas do País aproveitaram os torneios para subir no ranking e viram os argentinos perder espaço.
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| Como os compatriotas Mariano Puerta e Guillermo Cañas em anos anteriores, o argentino Guillermo Coria também tentou fazer um bom retorno às quadras durante a Petrobras, mas não foi feliz |
Em 2004, ano de lançamento da série de Challengers, o Brasil passou em branco e não levou nenhum título. Das seis etapas, o argentino Mariano Puerta venceu duas. No ano seguinte, desencantamos com Marcos Daniel e Júlio Silva, mas vimos nossos vizinhos, Juan Martin del Potro e Carlos Berlocq também levarem dois troféus. No ano passado, a Copa foi toda azul e branca, com Guillermo Cañas vencendo três etapas, e Sergio Roitman e Diego Hartfield, as outras duas.
Mas 2007 começou bem para o Brasil. Logo na primeira etapa, em Bogotá, Colômbia, o gaúcho Marcos Daniel, que vinha aos trancos e barrancos na temporada, surpreendeu ao ficar com a taça, a primeira de um brasileiro em Challengers há mais de um ano. E este foi o primeiro presságio de que, apesar de este ter sido um dos piores anos em termos de resultados para os nossos jogadores, ainda havia algum alento. Na ocasião, os jovens paulistas Thomaz Bellucci e João Olavo Souza também se destacaram ao alcançarem as quartas-de-final.
Entretanto, na etapa seguinte, em Belo Horizonte, Daniel, Bellucci e Souza, além de Ricardo Mello e Júlio Silva, ficaram pelo caminho. Quem se deu bem foi o francês Nicolas Devilder, que venceu o espanhol Marcel Granollers-Pujol em uma final épica, com mais de três horas de duração. Depois, em Montevidéu, Uruguai, Bellucci e o gaúcho André Ghem – únicos brasileiros a participar – pararam nas oitavas e o título ficou com o espanhol Santiago Ventura, que derrotou Pujol.
Heróis gaúchos
Em Assunção, Paraguai, novamente parecia que nenhum representante do Brasil iria chegar longe. Bellucci e Souza perderam na estréia e Silva, na segunda rodada. No entanto, Franco Ferreiro, que andava jogando Futures pelo País, resolveu disputar o qualifying do Challenger. O rapaz de Uruguaiana incorporou o espírito de luta do povo do Rio Grande do Sul, passou o quali e venceu o torneio. Após jogos difíceis contra Devilder e espanhol Ruben Ramirez-Hidalgo, o tenista de 23 anos contou com o abandono do argentino Martin Vassallo-Arguello na final.
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| Nicolas Massú |
Restava apenas a etapa de Buenos Aires, Argentina, para que os nossos vizinhos, uma das grandes potências do tênis mundial, pudessem, finalmente, mostrar o seu valor. E eles conseguiram, mas não sem ver grandes exibições por parte dos brasileiros no saibro pesado do belíssimo Vilas Club, localizado no elegante bairro de Bosques de Palermo na capital argentina.
Júlio Silva e André Ghem passaram pela estréia, mas não avançaram. Contudo, Marcos Daniel e Thomaz Bellucci estavam inspirados, venceram jogos importantes e fizeram uma das semifinais. Mais experiente, o gaúcho levou a melhor sobre o paulista. Na decisão, Daniel enfrentou o argentino Sergio Roitman, que havia passado sufoco na semifinal contra o italiano Fabio Fognini e precisou salvar quatro match-points. Porém, com apoio da torcida, o tenista da casa deu poucas chances ao brasileiro na final e a Argentina ficou, ao menos, com um troféu da Copa Petrobras 2007. Contudo, os brasileiros não saíram de mão abanando de Buenos Aires. O mineiro Marcelo Melo, após o breve período de afastamento por doping, retornou às atividades no evento argentino e, ao lado do portenho, Sebastian Prieto, levou o título de duplas, mostrando que não perdeu a forma nestes dois meses longe das competições. Com isso, somamos dois campeonatos em simples e dois em duplas durante as cinco etapas da série de Challengers na América do Sul.
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