Em uma noite, os jogadores entram em quadra, o locutor os anuncia, o segundo nome é o de Roger Federer, o público vai ao delírio, logo o DJ sobe, como fundo musical, os inconfundíveis acordes que o maestro John Williams montou para ser tema do personagem Darth Vader, da seqüência de filmes “Guerra nas Estrelas”, de George Lucas. Assim como o vilão da série, o suíço vem todo de preto, como se vestido para uma festa de gala. Naquela noite, como Vader, Roger extermina mais um oponente que ousa atravessar seu caminho rumo ao 12º título de Grand Slam. Com poderes tão devastadores quanto os do personagem com o qual é comparado, Federer expande seu domínio e cria um império só seu.
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Para muitos, a “força do lado negro” seria testada contra Roddick, nas quartas. Mas, mesmo antes da partida, o suíço alertou: “Andy já jogou de diversas maneiras contra mim. Já tentou de tudo. Então, acho que não serei surpreendido...” Dito e feito. Nem a torcida, nem um nível extraordinário de tênis foram suficientes para levar o norte-americano à vitória.

O predomínio de Federer é tão grande que ele diz não se preocupar demasiadamente com os adversários: “Me diga um nome e tenho tantas coisas na cabeça sobre esse jogador que não preciso sentar e conversar sobre ele por uma hora. Isso leva 15 segundos, basicamente. Sei tudo o que preciso saber e estou pronto.” Não precisa planejar nada? “Não. Eu improviso.”
Agassi, durante o torneio, disse que Roger é o número um porque é o melhor em vários aspectos do jogo. Será? “Quando meu saque não está bom, sei que meu jogo de base me ajuda. Se uma coisa não está bem, eu ainda estou ok. Tenho um bom repertório de golpes e coisas que posso escolher em cada momento”, confirmou o suíço. Porém, para outros, Roger tem é sorte. “Sempre digo que algumas vezes você precisa ter um pouco de sorte. Contudo, você pode trazê-la para o seu lado, mais do que apenas acreditar na sorte pura e simplesmente. Em jogos de cinco sets você meio que coloca a sorte de lado e tem mais a ver com quão bom você é”, garante Federer. O suíço agora está a apenas dois Grand Slams do recorde de Pete Sampras. Se a “sorte” dele continuar assim...

Faltou a imitação final
Se Federer era Darth Vader, todos esperavam que Novak Djokovic encarnasse Luke Skywalker e, assim, o roteiro da final estaria mais do que pronto. Porém, o poder (principalmente mental) do suíço foi demais para o sérvio na decisão. Sempre bem-humorado, “Nole” até brincou com o fato de ter perdido várias chances na partida: “Meu próximo livro vai se chamar ‘7 Set Points’”. Ele perdeu cinco chances só na primeira parcial. No entanto, esta foi apenas a sua primeira final de Grand Slam e ele tem muito a aprender. O que aprendeu desta vez? “Que preciso ganhar os set points...”, ri.

Djoko foi uma das grandes atrações do US Open 2007. Sua irreverência fez com que fosse convidado a expor seus dotes de imitador na tevê, logo após a partida contra Moyá. O mundo todo pôde rir de sua personificação de Nadal e Sharapova.
“Ultimamente as pessoas estão me cumprimentando mais pelas minhas imitações do que pelo meu tênis...”, divertiu-se o sérvio. No entanto, durante as duas semanas de competição, ele revelou que não era capaz de imitar um único jogador: “O intocável, Roger. É muito perfeito para o meu estilo, não posso”. Pois é...
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