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Revista Tênis  
 

Testamos novos modelos da Head e Wilson

No mês passado trouxemos a avaliação da raquete de Roger Federer. E, desta vez, dando continuidade ao teste de novidades de 2007, analisamos a Wilson KSix-One Team e um lançamento da Head, o modelo MicroGEL Extreme. São duas raquetes leves e ecléticas, que podem agradar uma vasta gama de jogadores desde juvenis competitivos até adultos que buscam modelos de fácil manuseio. Confira a análise de Ricardo Camargo.

Head MicroGEL Extreme

A Head inova outra vez e lança mais uma tecnologia, a MicroGEL, que integra o modelo Extreme. Este sistema se deforma e comprime, absorvendo e dispersando a força do impacto por todo o aro para recuperar rapidamente sua forma original. Isso gera maior conforto ao tenista. Além disso, a Extreme tem cabeça mais larga para gerar mais spin. O croata Ivan Ljubicic utiliza a versão Pro.

Cabeça: 100 in2
Tamanho: 27,25 in
Peso com cordas: 318 gramas
Composição: MicroGel e grafite
Perfil do aro: 24
Equilíbrio: equilibrada
Tensão: 52-62 libras
Padrão de cordas: 16x19
Preço: R$ 570

Este modelo da Head vai agradar muitos jogadores juvenis, principalmente aqueles em fase de crescimento e desenvolvimento de seu jogo. É uma raquete leve, equilibrada, de sweetspot grande e de fácil manuseio. O movimento da cabeça é muito rápido. Apesar disso, ela serve tanto para tenistas de swing curto como de longo. Isso porque, além de grande potência, ela também oferece bom controle e gera bastante spin, mantendo a bola na quadra. Este modelo é interessante para quem gosta de bater forte de fundo de quadra, mas também tem ótima sensibilidade nos toques e nos voleios. Ele é confortável e vibra muito pouco. Por isso, além dos juvenis, a Head MicroGEL Extreme vai agradar também adultos, de intermediários a avançados, que procuram um modelo confortável com boa combinação entre potência e controle. Esta raquete é eclética e tem características parecidas com modelos de outras marcas, principalmente a Babolat Pure Drive.

Wilson KSix-One Team

À tecnologia nCode a Wilson acrescentou o K Factor. A nova constituição da raquete, com Carbon Blak, proporciona, além de firmeza e resistência, maior sensibilidade nos golpes. Na edição anterior, testamos a raquete do suíço Roger Federer, número um do mundo. Desta vez, analisamos o modelo Team, mais leve e com cabeça maior, o que proporciona um maior ganho de potência.

Cabeça: 95 in2
Tamanho: 27 in
Peso com cordas: 309 gramas
Composição: grafite nCode e
Carbon Black
Perfil do aro: 21
Equilíbrio: voltada para o cabo
Tensão: 50-60 libras
Padrão de cordas: 18x20
Preço: R$ 640

Esta também é uma raquete bastante eclética. É uma boa opção para tenistas juvenis em desenvolvimento, mas serve ainda para adultos, de intermediários a avançados. Não é tão dura quanto a versão Tour, usada por Federer, que serve apenas para tenistas de nível competitivo avançado e muito fortes. A Wilson KSix-One Team, contudo, se ajusta a vários níveis de jogo. Ela é leve e de manuseio fácil. O aro mais largo proporciona maior potência. Ao mesmo tempo, ela tem bom controle, pois o padrão de cordas mais fechado (18x20) auxilia nos spins e ajuda a manter a bola dentro da quadra. Por isso, é uma raquete que se comporta muito bem tanto no fundo de quadra quanto na rede, oferecendo ótima sensibilidade nos toques e voleios. Ou seja, tenistas de diversos estilos, com swing curto ou longo, vão se adaptar bem a ela, pois não é necessário gerar tanta força. Diferentemente da Head Extreme, ela possui peso mais voltado para o cabo.

   
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