Nesta edição, avaliamos mais duas novidades. A primeira, a Prince O3 Speedport Red, que assim como o modelo testado no mês anterior (Silver), também chega às lojas em meados de março. A segunda, a Wilson KSix-One Tour 90, é uma das raquetes mais aguardadas de 2007. A "preciosidade" usada por Roger Federer já está nas lojas. Confira abaixo as análises de Ricardo Camargo.
PRINCE O3 SPEEDPORT RED
Depois da linha O3, a Prince implementou a tecnologia e criou a linha O3 Speedport. O novo sistema continua mantendo os largos furos ao redor do aro, porém, desta vez, ao invés de redondos, eles são retangulares. O que pode parecer apenas uma mudança estética, na verdade, gera 24% mais aerodinâmica que os modelos anteriores e também aumenta o sweetspot em 59%. Tudo isso para ganhar potência, spin e precisão nos golpes, usando o mesmo esforço de antes.
Cabeça: 105 in2
Tamanho: 27,25 in
Peso com cordas: 298 gramas
Composição: grafitExtreme,
cobre, titânio e tungstênio
Perfil do aro: 23 mm
Equilíbrio: equilibrada
Tensão: 53-63 libras
Padrão de cordas: 16x19
Preço: lançamento em março
Esta é uma raquete muito rápida, pois corta o ar facilmente, graças ao sistema aerodinâmico no aro. Isso torna o manuseio simples. Essa rapidez na execução do swing faz com que ela gere bastante potência nos golpes e consiga pegar bons efeitos ao mesmo tempo. A Prince O3 Speedport Red é bem equilibrada, firme e apresenta pouca vibração. O antivibrador pode ser deslocado nas cordas, mudando um pouco a sensibilidade das batidas de acordo com a opção do tenista. O sweetspot é grande e central. Por tudo isso, este modelo se comporta bem em todas as áreas da quadra e deixa o tenista cômodo no saque, no fundo e na rede. Ele é uma boa opção para jogadores de nível intermediário e também avançados, que possuam swing de médio a curto. Um swing mais longo vai requerer alguns ajustes para controlar a bola, mas nada demais. Por fim, o grip da raquete é confortável e isso facilita encontrar a empunhadura certa.
WILSON KSIX-ONE TOUR 90
Enfim, a raquete do gênio Roger Federer volta a ser comercializada no Brasil. Após a versão ProStaff Tour 90, a Wilson decepcionou os fãs do suíço e não trouxe a versão nCode. Agora, ela está de volta. O novo modelo é construído com Carbon Black, elemento que proporciona, além de firmeza e resistência, mais sensibilidade. Nesse sentido, outra diferença em relação às outras versões é o cabo mais próximo ao coração (alteração solicitada pelo próprio Federer).
Cabeça: 90 in2
Tamanho: 27 in
Peso com cordas: 354 gramas
Composição: grafite nCode e
Carbon Black
Perfil do aro: 18 mm
Equilíbrio: voltada para o cabo
Tensão: 50-60 libras
Padrão de cordas: 16x19
Preço: R$ 660
Fiquei muito contente em testar esta raquete, pois ela se encaixa perfeitamente no meu perfil e, por isso, é duro não tecer elogios. Ela é bonita, tem excelente controle em todas as áreas da quadra, boa potência e fácil manuseio. No entanto, antes de prosseguir, vale a ressalva: por ser dura, pesada e ter cabeça de tamanho diminuto (apenas 90 in2), é indicada para jogadores avançados e profissionais que tenham bastante força física. Sua característica mais marcante é o peso voltado para o cabo, que permite grande controle. Outro detalhe, que fez muita diferença, é o cabo mais avançado e o coração um pouco menor, que aumenta a sensibilidade. Apesar de mais dura do que a versão anterior, ela parece gerar mais potência. Porém, a sensação de contato e domínio da bola é ótima. Como nas versões anteriores, esta também vem com grip de couro confortável. Recomendo usar uma corda de alta performance, de preferência, macia e bastante elástica.