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Revista Tênis  
 


EM DEZEMBRO, fiz aqui a seguinte pergunta: será que Guga seria número um do mundo com Federer e Nadal no auge? O leitor René Bueno enviou um e-mail sugerindo a pergunta inversa: Será que Federer e Nadal seriam tão vitoriosos enfrentando Guga? É uma boa pergunta. Olha, acredito que o Nadal não teria vencido todos os torneios que venceu se Guga estivesse no circuito.

Embora o jovem espanhol ainda possa superar Guga na terra batida. É claro que as vitórias de Nadal são indiscutíveis. Não tiro o mérito, mas ele jamais enfrentou alguém tão bom no saibro como Guga. Digamos que dividiriam os títulos. E cá entre nós, seria o máximo vê-los numa final.

Quanto ao Federer, acredito que o brasileiro não seria obstáculo para seus títulos nas quadras rápidas. Mas, estas perguntas jamais terão resposta. É impossível comparar gerações. E, tenho certeza, vamos sentir muita falta do Guga. Sou Guguista de carteirinha. Então se você ainda não viu Guga de perto e adoraria torcer por ele, aproveite dois torneios que serão realizados este mês no Brasil: Challenger de Florianópolis e Brasil Open, único ATP do País. Os dois torneios são bem organizados. Aliás, este é o lado positivo do tênis brasileiro. As promotoras têm feito sua parte.

Depois do desastre da Copa Davis, quadra alagada, calote e bate-boca com o governador Aécio Neves, o Banana Bowl foi rebaixado pela ITF. Estas duas competições foram realizadas pela CBT. Já a Copa Gerdau promovida pela Protenis, passou a integrar o Grupo A, unindo-se ao Grand Slam Juvenil. Foi uma justa conquista da empresa gaúcha que também é responsável pelo Aberto de Santa Catarina, um dos maiores challengers do Brasil, ao lado do Aberto de São Paulo da Maricic Eventos e da etapa brasileira da Copa Petrobras, organizada pela Koch Tavares.

Todos, ótimos eventos, que para sorte dos tenistas não dependem da CBT. Não precisam da benção oficial. Não pagam taxas aos cartolas. Até que a CBT tentou cobrar, mas a cobrança injustificável seria contestada facilmente pela Justiça devido a sua irregularidade.

DICAS PARA MIAMI E agora, cumpro a promessa, seguem as dicas para quem deseja viajar ao Masters de Miami em março. Saiba que o evento é um dos melhores para visitar. É mais acessível que o Grand Slam. O cliclima é relaxante, a cidade é divertida e as estrelas estão próximas. É fácil cruzá-las no Crandom Park. A primeira semana é sempre a melhor opção. Todo mundo ainda está na chave. Embora existam ingressos nas bilheterias, reserve já os seus para a quadra central. Há sessões diurnas e noturnas. Você pode optar por uma sessão diurna e jantar em Coconut Grove; ou passear durante o dia, ver os jogos à noite e terminar na balada em South Beach. Nesta época o sul de Miami Beach está bombando. Acontece ali o festival mundial da música eletrônica com os maiores DJ´s do mundo.

Para quem tem bala, vale hospedar-se no Sonesta, em Key Biscane. O preço é salgado, mas você toma sol ao lado dos famosos. Há muitas e boas opções também em Coconut Grove. Muitos tenistas ficam por ali. Apesar dos hotéis oficias oferecerem transporte para o torneio, alugue um carro porque Miami sem carro é mico. Para quem gosta de planejar a viagem sozinho, entre imediatamente no site do torneio: www. sonyericssonopen.com. E para os que preferem conforto e comodidade, ligue para o Daquiprafora. Eles estão com pacotes muito legais para o Masters de Miami. Até lá e boa viagem!

Fernando de Sampaio Barros produz programas para a tevê e boletins para a Rádio Jovem Pan AM. fernandosampaio@jovempan.com.br

   
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