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Revista Tênis  
 

AS GAROTAS FAZEM O SHOW
Elas lotam as quadras. No masculino, só Federer e Nadal é pouco

Por Fernando Sampaio


ROGER FEDERER e Rafael Nadal dominaram a temporada 2006. E a ATP sabe que com apenas duas estrelas, não dá para tocar o circo. A aposta para 2007 está na nova geração formada por Andy Murray, a esperança dos britânicos em Wimbledon; o tcheco Thomas Berdych com sua direita poderosa; o exótico cipriota Marcos Baghdatis; o sérvio Novak Djokovic; os franceses Gaels Monfils com seu look rastafari, e a eterna promessa Richard Gasguet; além, é claro, das futuras revelações. Porém, Federer jogou uma ducha de água fria nos "new balls". Durante o Nasdaq, em Miami, o suíço falou no microfone da Jovem Pan que de todos, apenas Nadal, Baghdatis e Berdych mostraram resultado e que os outros ainda têm muito que provar. Aproveitando a escassez de jogadores carismáticos, o tênis feminino andou de vento em popa.

As meninas lotaram as quadras. Não conheço ninguém que optaria por uma partida do Davydenko tendo Sharapova, Hingis, Ivanovic ou Vaidisova na quadra ao lado. E não foram só as gatas que fizeram sucesso. Mauresmo, Clisters, Justine, Serena e outras tenistas atraíram muito mais público e mídia do que a maioria dos marmanjos.

Outro fator fundamental para o sucesso da WTA foi a evolução das chinesas e japonesas. Graças a elas o tênis feminino conquistou a Ásia, o mercado mais cobiçado do planeta.

TÉCNICO PRECISA SER JOGADOR?
Saindo do primeiro mundo e voltando à nossa realidade, adorei ver o Guga de novo com Larri Passos, um técnico que sofreu muito com o preconceito. Em 97, após a primeira vitória de Guga em Roland Garros, ouvi de muitos atletas e exatletas que Larri não tinha capacidade para ser técnico do Guga. Quebraram a cara. E ainda não aprenderam. Muitos destes críticos ajudaram a criar na CBT o ranking dos técnicos. É um corporativismo enrustido que costumo chamar de "panela". Dentre os critérios, quem foi tenista profissional é mais conceituado. Isso é ridículo. Imagine no futebol. O campeão Carlos Alberto Parreira nunca jogou bola. O italiano Vittorio Pozzo, único bicampeão da Copa, era jornalista, assim como João Saldanha e o atual vice-campeão mundial, o francês Raymond Domenec. Grandes craques raramente viram grandes técnicos. Técnico é uma vocação, portanto cada macaco no seu galho.

Outra bobagem defendida por tenistas e ex-tenistas profissionais é dizer que a CBT deveria ser dos atletas profissionais. Ora, a maioria dos jogadores não tem capacidade nem para gerir a própria carreira. Não consegue administrar nem a sua conta bancária. Além disso, a CBT não é Copa Davis. Pelo contrário, a maioria dos afiliados não é, não será ou foi tenista profissional. O objetivo da CBT é desenvolver o tênis no Brasil; aumentar o número de praticantes; reduzir custos; beneficiar afiliados; buscar investimentos e fazer do tênis uma ferramenta de inclusão social. O que falta na CBT é competência.

O presidente Jorge Rosa usou a imprensa para atacar a Koch Tavares, depois atacou o Banco do Brasil e agora acusa o governo Aécio Neves de calote. Ou seja, já garantiu problemas para o futuro. A CBT precisa de uma equipe profissional, pessoas com perfil empresarial, com credibilidade para buscar parceiros e investimentos. Caso contrário, o navio vai continuar afundando.

E não esqueça, em março tem Nasdaq. Garanta seus ingressos no site do torneio porque na próxima coluna eu vou passar dicas para quem quer curtir a semana em Miami. Até lá.

Fernando de Sampaio Barros produz programas para a tevê e boletins para a Rádio Jovem Pan AM. fernandosampaio@jovempan.com.br

   
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