
Dois ex-top 10 foram os grandes destaques da Copa Petrobras 2006. O primeiro foi o argentino Guillermo Cañas, por sua volta triunfal ao circuito após suspensão de 15 meses por doping. O segundo Gustavo Kuerten, também por sua volta (sem adjetivos) aos torneios, após a retomada da parceria com Larri Passos. Mas, o principal ponto desta série de cinco etapas de Challengers na América do Sul foi o completo domínio argentino, que prova a supremacia dos nossos vizinhos, finalistas da Copa Davis nesta temporada.
Alguns brasileiros também tiraram proveito dos generosos pontos dados em cada torneio, mas fizeram pouco se comparados com os argentinos e em especial com Cañas, que venceu três das quatro competições de que participou. Thiago Alves, número um do Brasil, era a única esperança de um brasileiro terminar o ano no top 100, mas o jovem de São José do Rio Preto acusou o cansaço e deu por encerrada sua desgastante temporada após o evento de Aracaju, sem ter feito grande progresso no ranking.
O melhor nome nacional nos Challengers foi Flávio Saretta, que fez final na última etapa, em Assunção, Paraguai, e foi semifinalista em Montevidéu, Uruguai. Por isso, terminou o ano como segundo melhor brasileiro no ranking. Além do tenista de Americana, apenas Júlio Silva conseguiu alcançar uma semifinal, em Bogotá, Colômbia, mas parou por aí. Os outros, entre eles Ricardo Mello e André Ghem, deixaram a desejar nos cinco torneios em saibro lento.
Além de Cañas, ninguém mais conseguiu chegar à final de mais de uma etapa. O argentino, que voltou ao circuito em meados de setembro, fez uma escalada no ranking maior que a de seu compatriota Mariano Puerta quando, nas mesmas condições, regressou às competições em 2004. Em menos de três meses, Cañas venceu quatro Challengers (as etapas de Montevidéu, Buenos Aires e Assunção e um evento em Belém), foi finalista de outro (Quito) e fez semifinal em mais um (Medellín). De zero, foi a 324 pontos na ATP, o que o coloca no top 150.
Outros dois representantes da Argentina, Diego Hartfield e Sergio Roitman,
completaram o rol de campeões da Copa Petrobras. O primeiro precisou ter muita paciência para superar o austríaco Daniel Koellerer na final de Bogotá. O europeu, após seis meses de suspensão por mau comportamento, voltou a dar seus "shows" nas cinco etapas e teve bom desempenho. Já Roitman agüentou bem o calor extremo, a brisa forte e a ânsia de defender o título do ano anterior do sérvio Boris Pashanski, na competição de Aracaju.
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