Inner Editora
 
Revista Tênis  
 

COPA DAVIS
Alguém anotou a placa do Soderling?

POR ODIR CUNHA - FOTOS MARCELO RUSCHEL


O número um dos suecos atropelou Mello e Saretta em BH. Será que Meligeni poderia fazer algo para evit ar o desastre?

INCRÍVEL POTÊNCIA no saque, forehand e backhand, admirável tração no saibro, equilíbrio perfeito nas derrapagens, segurança nos trechos mais críticos do caminho para a vitória. A máquina suec a modelo 1984 (22 anos), de design vigoroso de 1,90m e 81 quilos, 31o no ranking e em ascensão, esmagou quem estava à sua frente e só não fez chover em porque não precisou. Os céus de sabaram sobre a Expominas, onde o Brasil enfrentou a Suécia do super Robin Soder lingnos dias 23, 2 4 e 25 de setembro para tentar voltar à primeira divisão da Copa Davis.

O confronto deveria começar dia 22, sexta-feira, mas a chuva fora de hora transformou em lamaçal a quadra de saibro cuidadosamente construída para ser fofa e lenta mas, preferencialmente, seca. Para complicar, a lona de cobertura foi entregue em Nova Lima, a 20 quilômetros da capital mineira.

O problema porém, estava literalmente mais embaixo. O saibro foi jogado sobre uma superf ície asfáltica e esqueceram da drenagem. Diante da terrível visão do barro vermelho, o capitão do time sueco, o lendário Mats Wilander, ameaçou não colocar o time em campo. Se a quadra é mal construída e não dá condição de jogo, o país anfitrião é considerado perde dor. O árbitro g ral, Soeren Sriemel, adiou a rodada para sábado, enquanto um batalhão de operários trabalhou até alta madrugada para perfurar o asf alto e recompor a quadra.

Um mês antes, Fernan do Meligeni previa: "Temos de vencer os dois jogos contra o Vinciguerra". O capitão da equipe brasileir a chegara à conclusão de que apenas duas vitórias sobre Andreas Vinciguerra, o segundo tenista dos suecos, e mais um surpreendente triunfo nas duplas , faria o Brasil voltar ao Grupo Mundial . Meligeni já sabia que o primeiro tenist a sueco, Robin Soderling, dificilmente seria batido.

O único jogo do sábado deu a impresssão de que o plan o de Meligeni poderia dar certo. Saretta bateu forte na bola e fez um jogo equilibrado com Vinciguerra, de quem havia perdido em três sets na quinta e de cisiva partida do último confronto com a Suécia, na casa do adversário, pela primeira rodada do Grupo Mundial de 2003.

Desta vez, o brasileiro chegou a estar perdendo por 4 a 1 no quinto set , mas, incentivado por Meligeni e pelo público que lotou o Expominas, conseguiu uma vitória heróica. Restava a Ricardo Mello, escalado para enfrentar So derling, tentar ao menos desgastar o robô sueco.

Mas Soderling abriu as turbinas e deu a arrancada para a virada suec a. Só no décimo game permitiu que Mello saísse do zero. O brasileiro, cujas bolas mal passaram do "T", jogou sua pior partida na Davis e comeu poeira, ou melhor, correu o tempo todo atrás do sueco, que soltou tiros certeiros a torto e a direito e perdeu só cinco games no jogo.

GUGA OU NADA

O último momento em que o Brasil vislumbrou o sonho de voltar ao Grupo Mundial foi quando André Sá acertou um voleio parale lo e fechou o primeiro set da partida de duplas. Até ali ele estava devolvendo e voleando muito bem, fazendo uma parceria eficiente com Gustavo Kuerten, que se destacava pelo saque e pelos golpes de fundo.

Mas aos poucos os matreiros e afinados Jonas Bjorkman, 34 anos e 4o do ranking mundial, e Simon Aspelin, 32 anos e 17o, foram se impondo e venceram três sets seguidos, acabando com a esperança e o bom humor de Meligeni, que se irritou com os jornalistas que analisaram a convocação de Guga, afastado de jogos oficiais desde janeiro, como uma jogada de marketing para promover o evento. A derrota nas duplas deixou ao Brasil a opção de vencer os d is últimos jogos de simples. Mas na quarta partida Saretta bateu de frente com o bólido Soderling e só conseguiu equilibrar o jogo no terceiro set -quando teve cinco set points no serviço do sueco -, depois de, a exemplo de Mello, ser amassado nos dois primeiros ( 0 e 3). Com a vitória, Soderling rompeu a fita de chegada, tornando inútil a partida entre Mello e Vinciguerra, que acabou cancelada.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>

   
Sumário Atual
  Edição 40
 
BUSCA
OK
 
 
NEWSLETTER
OK
 
 
 
PUBLICIDADE


 

 

     


 
powered by CONTENTSTUFF.COM

Sobre a Revista Tênis Assine a Revista Tênis Sumário Atual Edições Anteriores